Durante décadas, o Windows manteve-se como o sistema operativo predominante em computadores pessoais e portáteis. Contudo, essa liderança não implica que seja a solução mais adequada para todos os perfis. Deixamos 5 coisas que o Linux é capaz de fazer e o Windows não.
1️⃣ Personalização integral do ambiente de trabalho
No universo Linux, o ambiente gráfico não é um componente imutável, mas sim uma camada que o utilizador pode substituir ou configurar do zero. É possível optar pelo minimalismo do GNOME, pela versatilidade extrema do KDE Plasma ou por gestores de janelas altamente eficientes como o i3 ou o Hyprland.
Nestes sistemas, cada elemento visual ocupa o espaço exato definido pelo utilizador, sem necessidade de ferramentas externas.
Em sentido inverso, o Windows 11 apresenta uma interface estruturalmente rígida. Embora seja permitido alterar o fundo do ecrã ou as cores principais, tarefas simples como mover a barra de tarefas para o topo ou para as laterais são impossibilitadas nativamente. A arquitetura visual é ditada pela Microsoft.
2️⃣ Execução direta a partir de uma unidade USB
A grande maioria das distribuições Linux permite a criação de uma unidade USB que funciona como um sistema operativo completo e independente. Através do “modo live”, o utilizador pode navegar na internet, editar ficheiros e configurar redes sem necessidade de instalação e sem deixar qualquer rasto no disco rígido do computador.
O Windows 11 carece de uma alternativa nativa equivalente. O Windows To Go, uma ferramenta destinada ao mercado empresarial, foi descontinuado em 2019. Atualmente, qualquer tentativa de replicar esta função no sistema da Microsoft depende de software de terceiros com resultados frequentemente instáveis.
3️⃣ Gestão e escolha do núcleo do sistema
O kernel é o coração do sistema operativo, sendo responsável pela gestão da memória, dos processos e da interação com o hardware. No Linux, existe a liberdade de compilar um kernel próprio, aplicar correções específicas ou instalar versões otimizadas, como o linux-zen ou o linux-hardened, através de comandos simples.
No Windows 11, o kernel é uma área totalmente inacessível. A Microsoft gere, atualiza e distribui o kernel de forma fechada, impedindo qualquer intervenção ou otimização por parte do utilizador.
4️⃣ Rendimento superior em computadores antigos
Os requisitos mínimos do Windows 11 excluem milhões de equipamentos perfeitamente funcionais. A exigência de processadores Intel de oitava geração (ou superiores), juntamente com a necessidade do módulo TPM 2.0, torna obsoletos computadores fabricados há poucos anos.
Distribuições como o Linux Mint, Lubuntu ou antiX foram concebidas precisamente para dar uma nova vida ao hardware antigo. Estes sistemas funcionam com fluidez em máquinas com apenas 2 GB de memória RAM e processadores com mais de uma década
5️⃣ Controlo absoluto sobre a privacidade e dados
A natureza do Linux é o open-source. Isto significa que qualquer pessoa pode analisar o código fonte para verificar que dados são recolhidos e que processos estão a ser executados em segundo plano. Existe uma transparência total sobre a comunicação do sistema com servidores externos.
O Windows 11, por outro lado, recolhe telemetria por definição. Mesmo que o utilizador tente limitar esta recolha nas definições, nunca é possível desativá-la completamente nas versões domésticas. O código é proprietário e a opacidade sobre que informações são enviadas para a Microsoft constitui uma limitação real num mundo onde a privacidade digital é cada vez mais valorizada.
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