A Rockstar Games voltou a agitar o mundo dos videojogos com o lançamento do segundo trailer de “Grand Theft Auto VI” (GTA VI). Esta novidade não só deixa os gamers ainda mais ansiosos, como também demonstra a audácia da produtora em desafiar os padrões gráficos da indústria.
Certas cenas do GTA VI são de uma qualidade visual impensável
O primeiro trailer do jogo já despoletou um aceso debate entre os especialistas. O Digital Foundry, conceituado canal britânico especializado na análise técnica e visual de videojogos, dedicou um tempo considerável a discutir se o trailer era gerado em tempo real (ou seja, utilizando o motor do jogo e cenas extraídas diretamente dele) ou uma animação pré-renderizada.
Existem algumas razões para confiar no que a Rockstar Games promete entregar:
- Primeiramente, certos artefactos visuais, como os jaggies, permitiram efetuar contagens de píxeis, e a suavidade nos contornos das imagens sugeria o uso de tecnologias de upscaling como FSR ou DLSS.
- Depois, a Rockstar Games não é a Ubisoft; não é uma empresa que nos habituou a Computer Generated Imagery (CGI) antes do lançamento dos seus títulos, nem a downgrades visuais significativos.
- O terceiro motivo para acreditar que o jogo final terá o aspeto destes trailers é o exemplo do “Red Dead Redemption 2”. Lançado em 2018, e mesmo sem uma atualização específica para a atual geração de consolas, este título continua a superar visualmente muitos jogos desta geração, apesar de ter sido concebido para hardware de 2013.
Portanto, há fortes esperanças para o GTA VI no que diz respeito ao seu aspeto visual.
O que torna o trailer tão impressionante?
O novo trailer arranca em grande estilo, com uma ótima modelação de personagens, e animações corporais e faciais realistas, que evitam a caricatura exagerada. A texturização parece de alto nível, mas é a iluminação que preenche cada cena que se revela inacreditável.
Por exemplo, aos 45 segundos de vídeo, quando vemos o Jason no seu carro, à noite, a observar uma detenção policial.
Os reflexos da luz, a posição dos focos luminosos, e elementos como a texturização, a paleta de cores mais realista que na anterior iteração da saga e a expressividade dos gestos dão uma credibilidade imensa a essa cena. Mas não é a única: a atenção ao detalhe é transversal.
Veteranos da indústria reforçam as expectativas
Estaremos a criar demasiadas expectativas? Provavelmente, não. Figuras ligadas à Rockstar partilham esta mesma visão. Não se trata de trabalhadores atuais, mas sim de veteranos da empresa.
Um deles é Ryan Hinchliffe, membro da Rockstar entre 2009 e 2021, que comentou que o GTA VI oferecerá um realismo “revolucionário”. Mike York, que trabalhou como animador na empresa, também referiu que o jogo, provavelmente, correrá a 30 frames por segundo, dado o foco da Rockstar na qualidade visual.
Contudo, é preciso manter os pés bem assentes na terra. Obbe Vermeij, ex-diretor técnico desde o GTA 3 até ao GTA IV, salientou que, embora o primeiro trailer tenha sido “incrível”, o salto técnico poderá não ser tão grande como o que se viu em no GTA V, o que poderia desapontar alguns jogadores.
Uma grande vantagem para a Rockstar é que, ao contrário do que tantos outros estúdios estão a fazer, continua a confiar no seu próprio motor gráfico. O Rockstar Advanced Game Engine (RAGE), desenvolvido para o GTA IV, consolidou-se como um motor capaz de dar saltos intergeracionais sem problemas.
A questão que permanece é: qual será o custo desta ambição da Rockstar?
Leia também: