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Nota de 7€ a homenagear Cristiano Ronaldo é falsa, alerta Banco de Portugal

Após publicações falsas, nas redes sociais, sobre a emissão de uma nota de sete euros em homenagem a Cristiano Ronaldo, o Banco de Portugal publicou um comunicado, no qual esclarece não ter emitido algo assim.


Na quinta-feira, o Banco de Portugal alertou para publicações falsas, nas redes sociais, sobre a emissão de uma nota em homenagem ao futebolista Cristiano Ronaldo, esclarecendo que não o fez nem tem previsto fazer algo assim.

O Banco de Portugal tem tomado conhecimento de publicações falsas, divulgadas nas redes sociais, relativamente à emissão, pelo Banco de Portugal, de uma nota, no valor de 7 euros, em homenagem ao futebolista Cristiano Ronaldo. O Banco de Portugal esclarece que não emitiu nem colocou em circulação, nem tem previsto emitir ou colocar em circulação, qualquer nota alusiva à personalidade em questão.

Escreveu a entidade, numa publicação no seu website oficial, referindo-se à fraude abaixo:

No mesmo comunicado, esclareceu “que a emissão de notas de euro pelo Banco de Portugal é feita no quadro do Eurosistema”.

Sabia que as notas de euro não podem ter rostos?

As notas de euro foram concebidas sem rostos de pessoas por uma escolha deliberada do Banco Central Europeu (BCE), que visou criar um símbolo comum para todos os países da zona euro, evitando destacar figuras históricas que pudessem favorecer um Estado-membro ou gerar disputas sobre representatividade.

Entre os principais motivos, destaque para os seguintes:

A União Europeia procurou uma iconografia que pertencesse a todos. Usar figuras reais obrigaria a consensos difíceis entre dezenas de países, cada um com histórias e personagens marcantes.

Rostos de personalidades podem carregar ideologia, nacionalismo ou leituras sensíveis. Ao optar por elementos arquitetónicos fictícios, o BCE eliminou potenciais tensões políticas.

As notas incluem janelas, portas e pontes estilizadas. Estes elementos evocam diálogo, cooperação e circulação livre dentro da Europa. As estruturas são inspiradas em estilos arquitetónicos europeus, mas não correspondem a monumentos reais para não favorecer nenhum país.

Ao criar uma estética universal, as notas tornam-se mais facilmente reconhecidas e aceites por qualquer cidadão europeu, independentemente da sua cultura ou idioma.

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