Por vezes depara-se sem ligação à internet no supermercado ou no centro comercial, e acaba por recorrer a uma rede pública que, à primeira vista, resolve o problema. Contudo, as redes abertas trazem riscos: muitas pessoas ligam‑se a elas diariamente, criando um ambiente propício a ataques. Saiba como se proteger.
Segundo estudos recentes, 45% dos portugueses e 62% dos brasileiros já sofreram incidentes de segurança ao utilizar redes públicas, e apenas 30% dos portugueses e 25% dos brasileiros recorrem a ferramentas adequadas de proteção.
Os perigos ocultos das redes públicas
Ao ligar‑se a uma rede pública, está a partilhar o mesmo canal de comunicação com desconhecidos. Sem proteção adequada, as suas informações podem ser intercetadas com técnicas como man‑in‑the‑middle, em que o atacante se coloca entre si e o servidor para capturar dados sensíveis. Alarmantemente, 40% dos utilizadores portugueses já viram contas de redes sociais comprometidas depois de usarem redes públicas, e metade acredita, erradamente, que estas ligações são seguras. A proteção começa com hábitos simples de segurança digital.
Utilize um serviço VPN de confiança
Uma forma eficaz de se manter seguro em redes públicas é usar um fornecedor de VPN fiável. Por exemplo, ao descarregar o ExpressVPN, cria‑se um túnel cifrado entre o dispositivo e a internet, impedindo que terceiros intercetem os seus dados e garantindo maior anonimato.
Mantenha o sistema operativo sempre atualizado
É comum desativar as atualizações automáticas do computador ou do telemóvel, mas é um erro grave. As atualizações corrigem vulnerabilidades que poderiam ser exploradas por atacantes. Em 2025, por exemplo, o Android 15 resolveu falhas críticas de elevação de privilégios, e a Microsoft corrigiu 78 vulnerabilidades, incluindo cinco zero‑day. Manter o Windows ou o Android atualizados adiciona uma camada extra de proteção.
Evite usar apps bancárias em redes públicas
A comodidade das redes públicas não compensa o risco de aceder a aplicações de bancos, cartões ou carteiras digitais. Ferramentas de monitorização de tráfego podem capturar palavras‑passe e conteúdos visitados. Se for absolutamente necessário usar estas apps numa rede pública, altere a palavra‑passe logo que chegue a casa. Recomenda‑se ainda:
- Ativar a autenticação em dois fatores para contas importantes;
- Monitorizar regularmente as contas bancárias;
- Utilizar apenas sites com ligação HTTPS;
- Desativar a partilha de ficheiros enquanto estiver ligado.
Como identificar redes públicas seguras
Nem todas as redes Wi‑Fi são igualmente perigosas. Geralmente, são legítimas as que:
- São fornecidas oficialmente pelo estabelecimento;
- Exigem palavra‑passe ou página de login oficial;
- Têm nomes coerentes com o local;
- Não apresentam erros de ortografia suspeitos.
Antes de se ligar, confirme junto de um funcionário o nome exato da rede oficial do estabelecimento.
Medidas adicionais de proteção
Além das precauções já referidas, pode ainda considerar algumas medidas adicionais, como desativar o Bluetooth e o Wi‑Fi quando não estiver a utilizá‑los, usar um sistema de firewall pessoal e navegar em modo anónimo quando apropriado.
É também importante fazer cópias de segurança regulares dos dados e manter ativo o serviço “Encontrar o meu dispositivo“, para localizar o aparelho em caso de perda ou roubo.
Em conclusão…
Nenhuma rede pública fiável obriga ao descarregamento de aplicações para aceder à internet. Se surgir uma mensagem a solicitar “instale a app para continuar”, ignore-a. Adotar estes cuidados permite usufruir da conveniência das redes Wi‑Fi públicas sem comprometer a privacidade e a segurança online. Afinal, a segurança digital é tanto uma questão de ferramentas como de hábitos: mantenha‑se informado sobre novas ameaças e atualize regularmente as suas práticas de proteção.