O fenómeno da luta contra a IPTV e a partilha de conteúdos está a ganhar terreno e a usar novas armas. A Suécia é a mais recente e tem agora a estratégia perfeita para acabar de vez com a IPTV pirata. pretende multar os utilizadores finais e já tem a primeira lista de infratores.
Suécia tem nova estratégia neste campo
A luta contra a pirataria é um cenário cada vez mais presente. A situação repete-se um pouco por toda a Europa, mas a Suécia pretende ir mais além na sua guerra contra a IPTV pirata. O país escandinavo desmantelou uma das maiores redes de pirataria. O serviço ilegal de IPTV tinha quase 5.000 assinantes que pagavam uma pequena taxa para aceder a milhares de canais pirateados.
A Suécia pretende ser mais rigorosa na sua luta contra a pirataria. As autoridades estão a procurar uma forma legal de multar os utilizadores finais identificados. A pirataria está a superar todas as expectativas na Suécia onde até 700.000 casas têm acesso a serviços ilegais de IPTV. Isto representa um custo muito elevado para os titulares de direitos, uma vez que milhares de utilizadores não pagarão.
A Suécia não quer bloqueios como existem em outros países, mas antes pretende atacar a raiz do problema com multas por violação de direitos de autor. Os titulares de cartões, aqueles que lucram com as transmissões ilegais, serão os mais afetados, mas também os utilizadores finais. Está a criar listas enormes de utilizadores que utilizam IPTV pirata e está a preparar uma mudança regulatória sem precedentes.
Multar os utilizadores de IPTV pirata
Vai aprovar uma reforma legislativa que entrará em vigor em julho de 2026 para multar os clientes das plataformas ilegais. Visou a Cloudflare, fornecedores de serviços de internet, e implementou bloqueios, mas pretende ir mais longe. Os utilizadores de IPTV pirata começarão a receber multas dentro de alguns meses. O governo sueco planeia atualizar a legislação para proibir a compra de assinaturas ilegais de IPTV.
A alteração da legislação sobre direitos de autor surge após o desmantelamento da IPTV Nordicplay, uma das maiores redes de pirataria do país, com 4.886 utilizadores. O Ministério Público acusou um homem de 43 anos e outro de 55 anos de fraude qualificada, segundo o jornal Expressen.
“Se a polícia os informasse: ‘Olá, as informações dos vossos clientes foram encontradas numa investigação criminal’, penso que as pessoas estariam um pouco mais atentas”, diz Sara Lindbäck, da organização local de combate à pirataria Rights Alliance. A rede por detrás da IPTV Nordicplay gerou receitas de de 3,3 milhões de euros. A maioria dos pagamentos foi feita através do sistema de pagamento móvel Swish.