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Comissão Europeia quer acabar com as “pechinchas” da Temu, Shein e AliExpress

Lojas com produtos de baixo custo são uma perdição para muitos utilizadores e os exemplos chineses têm registado um crescimento verdadeiramente impressionante. Agora, a Comissão Europeia planeia acabar com as “pechinchas” de plataformas como a Temu, Shein e AliExpress.


Para aqueles que encomendam deste tipo de loja online com frequência, as notícias não serão boas. Afinal, é possível que, em breve, todas essas compras tenham um custo extra ou as “pechinchas” deixem de ser tão comuns.

Ontem, a Comissão Europeia revelou um plano de ação que visa o comércio eletrónico, em particular todos os produtos que chegam à Europa com um valor verdadeiramente baixo.

A Comissão está a tomar medidas para fazer face aos riscos decorrentes das importações de baixo valor vendidas através de retalhistas online não pertencentes à UE e de mercados que acolhem comerciantes não pertencentes à UE.

Escreveu a Comissão Europeia, num comunicado oficial.

De acordo com o órgão europeu, em 2024, chegaram ao continente 4,6 mil milhões de mercadorias de baixo custo, isto é o dobro do número registado em 2023. Uma vez que estes números têm aumentado com o tempo, a União Europeia (UE) está a considerar novas medidas.

 

Novo plano da UE pode prejudicar lojas como a Shein

Com o novo plano, a Comissão Europeia pretende aumentar a cooperação aduaneira e a vigilância do mercado, para poder aplicar os regulamentos de uma forma mais extensa e exigente.

Além disso, para evitar o entupimento das fronteiras aduaneiras com estes items de baixo custo, a Europa tem em cima da mesa uma “taxa de tratamento não discriminatória”. Segundo a Comissão, esta ajudaria a tratar as pequenas encomendas em massa.

A Comissão pediu, também, ao Parlamento que acelerasse uma das propostas apresentadas em 2023, que recomendava a eliminação da isenção do imposto sobre as encomendas para produtos inferiores a 150 euros.

A UE considera que esta medida é responsável pelo aparecimento de lojas de produtos de baixo custo, como a Shein, a Temu e o AliExpress.

Ainda que não se conheçam detalhes, a UE já estimou que a medida ajudaria a gerar mais de mil milhões de euros de receitas suplementares por ano.

Com estas alterações conduzidas pela UE, lojas como o AliExpress, Temu e Shein poderão ver-se obrigadas a traduzir estes impostos mesmo nos artigos mais baratos que viajam até à Europa, fazendo as “pechinchas” desaparecer ou serem menos comuns.

Por fim, a UE pretende reforçar a atenção relativamente à deteção de produtos falsificados e defeituosos, podendo isto afetar negativamente as plataformas líderes em vendas duvidosas, várias vezes visadas em investigações europeias.

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