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Restrições às exportações de terras raras são uma séria ameaça para a defesa dos EUA

Um novo relatório alerta que os Estados Unidos da América (EUA) não são capazes de substituir o fornecimento de terras raras da China, numa séria ameaça à indústria da defesa.


Conforme informámos, a China restringiu a exportação de sete terras raras e materiais relacionados, essenciais para as indústrias da defesa, energia e automóvel, no dia 4 de abril.

Numa medida global, a decisão procura retaliar, especialmente, contra os aumentos das taxas impostos pelo Presidente dos EUA sobre os produtos chineses.

Embora ainda não se saiba exatamente como a China vai implementar estas restrições, o relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (em inglês, CSIS), publicado na segunda-feira, alerta para interrupções no fornecimento a algumas empresas americanas.

Considerando o monopólio chinês nesta matéria, as restrições representam uma séria ameaça para os EUA, especialmente para o setor de tecnologia de defesa.

Os [EUA] são particularmente vulneráveis a estas cadeias de abastecimento.

Alertou o CSIS, citado pela CNBC, sublinhando que as terras raras são cruciais para uma série de tecnologias de defesa avançadas e são utilizadas em tipos de caças, submarinos, mísseis, sistemas de radar e drones.

De acordo com o relatório do CSIS, se os controlos comerciais da China resultarem num encerramento total das exportações de elementos de terras raras médios e pesados, os EUA serão incapazes de preencher a lacuna.

Além disso, o relatório do CSIS adverte que os controlos das exportações representam ameaças diretas à prontidão militar dos EUA, sublinhando que o país já está atrasado na sua produção de defesa.

Mesmo antes das últimas restrições, a base industrial de defesa dos EUA lutava com capacidade limitada e não tinha a capacidade de aumentar a produção para responder à necessidade de tecnologia de defesa.

Segundo a imprensa, os EUA não são o único país preocupado com o monopólio da China sobre as terras raras: países como a Austrália e o Brasil a estão a investir no reforço das cadeias nacionais de fornecimento de elementos de terras raras.

Neste caso, CSIS recomenda que os EUA ofereçam apoio financeiro e diplomático, ajudando a garantir o sucesso das iniciativas.

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