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Primeiras impressões do iPhone 16e: muitas melhorias, mas será que justificam o preço?

O recém-lançado iPhone 16e da Apple destina-se a ser uma opção mais económica e diz-se que é o sucessor do iPhone SE 3. Embora o smartphone tenha algumas melhorias notáveis, incluindo uma melhor duração da bateria, o mais recente chip A18 e o botão de ação, o preço elevado levanta a questão: será que vale a pena?


À primeira vista, parece um iPhone decente com uma bateria maior e uma porta USB-C. Mas ao olhar mais de perto, existem algumas coisas que é preciso considerar antes de avançar para uma compra.

[Vídeo original]

 

Especificações

Especificações

  • SoC: A18
  • Ecrã:
    • Ecrã Super Retina XDR
    • OLED integral de 6,1 polegadas (diagonal)
    • HDR10, 1200 nits de brilho máximo, 60Hz
  • RAM: 8 GB
  • Armazenamento: 128, 256, 512 GB
  • Bateria: 26 horas de reprodução de vídeo
  • Portas: USB-C
  • Sistema Operativo: iOS 18
  • Câmara (traseira, frontal): 48MP wide, 12MP selfie
  • Cores: Preto, Branco
  • Peso: 167g
  • Classificação IP: IP68

Especificações completas aqui.

 

Design e ecrã do iPhone 16e

Disponível apenas nas cores preto e branco, o smartphone traz um pouco de nostalgia: parece o iPhone XR. Vem com algumas atualizações importantes em relação aos antigos modelos SE e é, sem dúvida, o iPhone mais elegante e mais fino que testamos nos últimos tempos.

No lado direito, tem agora o Botão de Ação, que pode ativar a Inteligência Visual, a Câmara, a Lanterna, entre outras. No entanto, não tem um botão de controlo da câmara como os outros irmãos. A Apple também substituiu a porta Lightning por uma porta USB-C.

Na frente, o iPhone 16e vem com um ecrã OLED Super Retina XDR de 6,1 polegadas. Felizmente para uns, infelizmente para outros, vem com um notch e não com uma dynamic island. Além disso, os 60Hz não são justificáveis para um smartphone deste preço.

Hardware e performance

O chip A18 que vem no iPhone 16e proporciona um desempenho indistinguível dos outros iPhones da geração atual nas tarefas diárias. As aplicações são iniciadas rapidamente, a multitarefa é fluida e até os jogos mais exigentes são executados sem quebras de frames.

O CPU de 6 núcleos e a GPU de 4 núcleos mantêm a experiência responsiva que se espera de qualquer iPhone topo de gama, e a Apple afirma que as melhorias de desempenho para o 16e são de até 80% em relação ao A13 Bionic do iPhone 11.

 

Câmaras: o componente mais controverso deste novo modelo da Apple

A câmara Fusion de 48MP é uma das melhorias que salta logo à vista para quem está a fazer o upgrade a partir de modelos de iPhone mais antigos.

A fotografia computacional da Apple continua a oferecer resultados minimamente consistentes em diferentes condições de iluminação, e a tecnologia de pixel binning permite capturar imagens detalhadas de 24MP por predefinição, com a opção de tirar fotos a 48MP quando necessário.

O zoom optical-quality 2x utiliza a parte central do sensor para proporcionar o que a Apple descreve como “duas câmaras num só dispositivo”. Tal como acontece com os iPhone 16 e 16 Plus, esta abordagem não substitui a lente telefoto dedicada que se encontra nos modelos Pro, que permite um zoom ótico de até 5x.

Além disso, importa referir que este sensor de 48MP não é o mesmo que o dos iPhone 16 e 16 Pro, sendo um sensor de menor dimensão. Quando se leva a câmara ao limite, sobretudo em condições de pouca luz, são visíveis algumas limitações decorrentes desse tamanho reduzido.

A ausência mais notória no sistema de câmaras do iPhone 16e é a lente ultra grande angular, que se tornou praticamente um padrão em smartphones acima dos 500 euros. Sem esta lente, perde-se a capacidade de captar paisagens amplas, para além da ausência do modo macro, que foi introduzido nos modelos base do iPhone 16 pela primeira vez.

Tendo em conta que a Apple está a direcionar este dispositivo para um público potencialmente mais velho, o modo macro proporcionado pela lente ultra grande angular teria sido útil para tarefas como ler rótulos de embalagens, por exemplo.

No que toca a vídeo, o iPhone 16e continua a manter o padrão elevado da Apple, permitindo gravação em 4K a 60 fps com Dolby Vision. Uma funcionalidade trazida dos modelos mais avançados é o “audio mix”, que permite ajustar o som de pessoas ou objetos específicos dentro do enquadramento.

Pequena comparação com o iPhone 16 Pro

Esquerda: foto com iPhone 16e; Direita: foto com o iPhone 16 Pro

Bateria

Se há uma única razão para comprar o iPhone 16e, é a duração da bateria. A Apple inclui uma bateria maior do que a do iPhone 16 e 16 Plus, o que significa que deverá durar mais tempo entre carregamentos.

Contudo, o smartphone não tem MagSafe, o que leva a um carregamento sem fios mais lento, mas também reduz potencialmente a degradação da bateria ao longo do tempo. Diz-se também que este oferece a bateria mais duradoura de qualquer iPhone até à data.

Para aqueles que preferem manter os seus smartphones durante vários anos sem atualizar, esta pode ser uma razão para o considerar.

Segundo a Apple:

 

Vale a pena comprar o mais recente iPhone 16e?

Este smartphone não foi uma surpresa total, mas o seu preço fugiu do que os analistas esperavam. O novo iPhone 16e custa 739 € para o modelo de 128 GB e é exatamente aqui que a discussão começa.

Isto porque a ideia era a Apple retirar o SE e lançar um novo com um preço a rondar os 500 euros. Na verdade, nos EUA, o modelo básico começa em 599 dólares, ou 570 euros na taxa de câmbio atual. Portanto, a diferença é de cerca de 165 euros entre o preço lá, e o preço cá em Portugal. É dinheiro!

No que toca aos modelos 256GB e 512 GB os preços para o nosso país são 869 euros e 1119 euros, respetivamente.

 

PRÓS CONTRAS
Design minimalista Sem MagSafe (sem carregamento sem fios de 15 W)
Excelente duração da bateria num iPhone mais pequeno Sem câmara ultrawide
Chip potente: A18 Sem modo macro
Poucas opções de cor (apenas preto ou branco)
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