O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou publicamente que as operadoras de telecomunicações “se portaram mal” na resposta após a tempestade Kristin.
Em declarações aos jornalistas, Marcelo afirmou que as operadoras “não estiveram à altura” das circunstâncias, sublinhando que, em situações de emergência, as comunicações são um serviço essencial para a população e para as autoridades no terreno. O chefe de Estado defendeu que deveria ter existido uma resposta mais rápida e eficaz, sobretudo nas zonas mais afetadas pelo mau tempo.
Tempestade: comunicações em baixo durante horas
A tempestade Kristin provocou cortes prolongados nos serviços de rede móvel e fixa, deixando milhares de pessoas sem acesso a chamadas, dados móveis e internet. Em alguns locais, as falhas prolongaram-se durante várias horas, dificultando contactos de emergência e o acesso à informação.
Marcelo Rebelo de Sousa frisou que estes episódios levantam dúvidas sobre a resiliência das infraestruturas de telecomunicações, defendendo uma reflexão séria sobre os planos de contingência das operadoras em cenários de fenómenos meteorológicos extremos, que tendem a tornar-se mais frequentes.
CEO da NOS já respondeu…
As declarações do Presidente da República já geraram reação por parte das empresas do setor. O CEO da NOS considerou que Marcelo estava “mal informado”, acusando-o de falta de sensibilidade para com os técnicos que estiveram no terreno a trabalhar na reposição dos serviços, muitas vezes em condições adversas.
As operadoras garantem que mobilizaram todos os meios disponíveis para restaurar as comunicações o mais rapidamente possível, sublinhando que os danos causados pelo mau tempo foram excecionais.