A NASA anunciou recentemente uma medida excecional ao decidir retirar um tripulante da Estação Espacial Internacional devido a complicações médicas imprevistas. Esta situação realça os limites da medicina orbital e a necessidade de protocolos de segurança rigorosos quando a saúde dos astronautas está em causa.
NASA faz evacuação inédita motivada pela fragilidade humana
Os profissionais que partem rumo à Estação Espacial Internacional (EEI) são submetidos a exames clínicos extremamente rigorosos antes de qualquer missão. Esta vigilância é fundamental, pois a sobrevivência em ambientes espaciais exige uma condição física impecável; além disso, o espaço está longe de ser o local ideal para tratar patologias graves.
Contudo, apesar de toda a preparação, os astronautas permanecem vulneráveis. Foi precisamente esta realidade que levou a NASA a tomar a decisão de evacuar a estação devido a problemas de saúde de um dos seus elementos.
Embora a identidade do tripulante afetado não tenha sido revelada, sabe-se que a caminhada espacial que contaria com a participação de Zena Cardman e Mike Fincke foi cancelada. Mais do que suspender atividades, a agência decidiu trazer de volta o astronauta enfermo e os seus três companheiros de missão.
Esta medida deve-se a questões logísticas e financeiras, uma vez que não se justifica a operação de uma cápsula de resgate para um único passageiro.
Os limites da assistência em órbita
Desta forma, os norte-americanos Cardman e Fincke regressarão à Terra acompanhados pelo japonês Kimiya Yui e pelo russo Oleg Platonov. Este grupo, que chegou à EEI em agosto para uma permanência de seis meses, verá a sua missão encurtada em cerca de trinta dias.
É importante notar que a estação não ficará deserta, permanecendo a bordo os astronautas Chris Williams, Sergei Mikaev e Sergei Kud-Sverchkov, que darão continuidade aos trabalhos previstos.
Atualmente, a tripulação da NASA possui formação básica em primeiros socorros e tratamentos elementares, permitindo-lhes gerir problemas menores, como dores de dentes ou inflamações auditivas. Paralelamente, decorrem avanços na cirurgia robótica à distância, uma tecnologia que poderá permitir a médicos na Terra operarem pacientes no espaço.
Recentemente, uma equipa em Roma realizou uma cirurgia prostática num paciente em Pequim, e testes semelhantes foram efetuados na EEI utilizando tecidos sintéticos. No entanto, estas intervenções ainda se encontram numa fase experimental e não são aplicáveis a seres humanos em ambiente orbital.
Quando surge uma patologia que ultrapassa a capacidade de resposta local, a evacuação torna-se o único caminho viável. No caso presente, embora o estado de saúde do astronauta seja considerado estável, a sua condição impede o prosseguimento das funções e exige cuidados hospitalares terrestres.
Leia também: