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LinkedIn pode ser a primeira rede social bloqueada na Rússia

A Rússia alterou as suas leis para ter um maior controlo sobre a Internet e sobre os serviços que são oferecidos aos seus utilizadores.

A primeira vítima destas novas definições parece ser o LinkedIn, que se prepara para ser bloqueado por não ter conseguido cumprir as exigências que lhe foram impostas.

Desde Julho de 2014 que todas as empresas que lidam com dados dos cidadãos russos têm a obrigação de armazenar esses dados no país, sob pena de não poderem estar presentes no espaço cibernético russo.

A primeira vítima destas novas regras parece ser a maior rede online de profissionais que, segundo o organismo russo que controla a Internet, o Roskomnadzor, não cumpre as regras definidas e impostas.

Para já o processo que dará legitimidade para bloquear o LinkedIn está parado nos tribunais, depois desta rede ter pedido que a ordem fosse bloqueada e avaliada por um tribunal superior. A decisão inicial dava razão ao Roskomnadzor e ordenava que o LinkedIn fosse retirado da Rússia.

A escolha do LinkedIn não é inocente. A Rússia quer fazer desta rede um exemplo, mostrando aos restantes (Facebook, Microsoft e Twitter) que a ordem é mesmo para avançar e que quem não armazenar os dados na Rússia sofrerá consequências. Ao contrário destas, a Google, Apple e outras começaram a mover alguns dos seus servidores para a Rússia e a guardar os dados nesse local.

Os recentes problemas de segurança que afectaram o LinkedIn são também um factor de peso usado pelo Roskomnadzor. A ideia é bloquear a rede social por esta ter padrões de segurança baixos.

A necessidade de armazenamento em solo Russo pretende evitar que os dados sejam acedidos por outras agências governamentais como a NSA, tendo assim acesso a informações dos cidadãos.

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