Numa decisão histórica, o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) assinou uma ordem executiva para que o inglês seja a língua oficial do país. Embora este idioma seja amplamente utilizado, nomeadamente em todos os documentos históricos do Governo, o país não tinha uma língua oficial.
A ordem executiva assinada por Donald Trump, no sábado, revoga outra, emitida pelo antigo Presidente Bill Clinton, em 2000: Improving Access Services for Persons with Limited English Proficiency; em português, Melhorar os Serviços de Acesso para Pessoas com Conhecimento Limitado de Inglês.
A ordem de Bill Clinton exigia que as agências federais e os beneficiários de financiamento federal fornecessem assistência linguística a pessoas que não falassem inglês.
Considerando a nova ordem executiva, que torna o inglês a língua oficial dos EUA, o Presidente Donald Trump não “exige ou dirige” qualquer alteração aos serviços prestados por qualquer agência, pelo caberá a cada estrutura decidir se devem ser feitas quaisquer alterações.
Uma língua designada nacionalmente está no centro de uma sociedade unificada e coesa, e os Estados Unidos são fortalecidos por uma cidadania que pode trocar ideias livremente numa língua partilhada.
Escreveu Donald Trump na ordem executiva.
Anteriormente, em 2024, Donald Trump falou sobre designar o inglês como a língua oficial do país, enquanto criticava as políticas de imigração de Joe Biden.
Temos línguas a entrar no nosso país. Não temos um único professor em toda a nossa nação que possa falar essa língua. Estas são línguas – é a maior loucura – eles têm línguas de que ninguém neste país alguma vez ouviu falar. É uma coisa horrível.
Disse, enquanto falava antes da Conservative Political Action Conference, conforme recordado pela imprensa.
A nova ordem executiva procura “promover a unidade” e “fomentar uma cultura americana partilhada por todos os cidadãos, garantindo consistência nas operações do governo e criando um caminho para o envolvimento cívico.