Um estudo recente revela que quem fuma pode apresentar um risco 25% maior de vir a sofrer de diabetes tipo 2, comparativamente a quem nunca fumou.
Os investigadores apontam para uma forte associação entre o consumo de tabaco e alterações metabólicas que favorecem o aparecimento da doença.
Os dados indicam que o risco é ainda mais elevado entre aqueles que fumam com regularidade e por longos períodos. Há também evidências de que deixar o tabaco reduz progressivamente esse risco ao longo dos anos.
Entre os mecanismos biológicos identificados pelos cientistas incluem-se:
- Alterações na sensibilidade à insulina, comprometendo-se a forma como o corpo regula a glicose;
- Processos inflamatórios crónicos, estimulados pelas substâncias químicas presentes no fumo;
- Stress oxidativo e dano celular nos tecidos envolvidos no metabolismo da glicose;
- Acúmulo de gordura abdominal, que está frequentemente associado a desequilíbrios metabólicos.
Os resultados reforçam a importância de políticas de saúde pública e campanhas de cessação tabágica, não só para prevenir doenças respiratórias e cardiovasculares, mas também para minimizar o risco de doenças metabólicas como a diabetes tipo 2.
Especialistas sublinham que quem deixar de fumar cedo poderá beneficiar de uma redução gradual do risco, aproximando-se com o tempo ao risco de quem nunca fumou.