O Skype foi lançado a 29 de agosto de 2003. Criado por Niklas Zennström e Janus Friis, com o desenvolvimento técnico feito por programadores da Estónia, foi adquirido pela Microsoft em 2011 pelo valor de 8,5 mil milhões de dólares. Agora, a empresa de Satya Nadella vai fechar o serviço que se destacou como uma plataforma de chamadas VoIP.
Microsoft diz para utilizadores começarem a procurar outro serviço
O serviço de videochamadas Skype vai encerrar definitivamente dentro de alguns meses, anunciou a Microsoft.
Segundo a empresa americana, o encerramento do Skype ajudará a Microsoft a focar no seu serviço interno, o Teams, simplificando as suas ofertas de comunicação.
Quando a pandemia e o trabalho remoto impulsionaram a necessidade de chamadas comerciais on-line, a Microsoft lutou pelo Teams integrando-o agressivamente a outras aplicações do pacote Office para chegar sobretudo aos utilizadores empresariais — uma base importante para o Skype.
Adeus Skype: Teams é quem mais ordena
Para facilitar a transição da plataforma, os seus utilizadores poderão fazer login no Teams gratuitamente em qualquer dispositivo compatível usando as suas credenciais existentes, com chats e contactos migrando automaticamente.
Com isso, o Skype tornar-se-á a mais recente de uma série de apostas de alto nível que a Microsoft administrou erradamente, como o navegador da web Internet Explorer e o seu Windows Phone.
A Microsoft recusou-se a partilhar os últimos números de utilizadores do Skype e disse que não haveria cortes de empregos devido à mudança. Acrescentou ainda que o Teams tem cerca de 320 milhões de utilizadores ativos mensais.
Quando a Microsoft comprou o Skype em 2011 por 8,5 mil milhões de dólares após superar o Google e o Facebook — o seu maior negócio na época — o serviço tinha cerca de 150 milhões de utilizadores mensais.
Em 2020, esse número caiu para aproximadamente 23 milhões, apesar de um breve ressurgimento durante a pandemia. O adeus ao Skype acontece a 5 de maio.