A Ucrânia utilizou uma nova versão do drone suicida FP-1 para atacar uma refinaria de petróleo na região de Tyumen, no centro da Rússia, a mais de 2.000 quilómetros da fronteira ucraniana. O ataque foi confirmado pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que o classificou como “eficaz”.
Novo modelo do FP-1 consegue atingir alvos até 3.000 quilómetros
O alvo foi uma importante infraestrutura energética russa, capaz de processar até nove milhões de toneladas de petróleo bruto por ano. Embora os danos materiais ainda não tenham sido totalmente avaliados, a operação destaca-se sobretudo pelas capacidades do drone utilizado.
A ação assinala a primeira utilização operacional de uma versão melhorada do FP-1, um drone kamikaze desenvolvido pela Ucrânia. De acordo com informações divulgadas por fontes militares, o novo modelo consegue atingir alvos situados até 3.000 quilómetros de distância, triplicando o alcance da versão original.
Our long-range sanctions have reached Russia’s Tyumen region – another oil-processing facility, over 2,000 kilometers from our state border. An effective strike.
The job was carried out by the new, upgraded FP drones that can now reach targets at distances of 3,000 kilometers.… pic.twitter.com/jmsYjaD1uH
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 20, 2026
Lançado em 2024, o FP-1 inicial tinha uma autonomia estimada de cerca de 1.000 quilómetros, recorrendo a sistemas de navegação por satélite e navegação inercial para chegar ao alvo. A nova variante incorpora melhorias significativas, incluindo maior capacidade de combustível, otimizações aerodinâmicas e sistemas de orientação mais avançados.
Com esta evolução, a Ucrânia passa a dispor de uma capacidade reforçada para atingir infraestruturas estratégicas em profundidade no território russo, sem recorrer a mísseis de longo alcance fornecidos pelos aliados ocidentais.
O ataque demonstra também a crescente aposta de Kyiv em sistemas não tripulados de longo alcance, uma área que tem assumido um papel cada vez mais relevante no conflito.