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Espectáculo com 1.000 drones correu mal na Austrália, 90 caíram

Um incidente insólito ocorrido durante o festival Vivid Sydney, na Austrália, está a servir de exemplo para uma questão cada vez mais importante. O  que acontece quando sistemas autónomos de drones falharem?


Durante um espetáculo com cerca de 1.000 drones sobre o porto de Sydney, quase 90 aparelhos perderam a formação e caíram na água.

Apesar do aparato, não houve feridos, algo que os especialistas consideram ser precisamente a prova de que os mecanismos de segurança funcionaram como previsto.

Interferência de rádio terá estado na origem do problema

Segundo as informações conhecidas, a falha terá sido provocada por interferências nas comunicações rádio utilizadas para coordenar o enxame de drones. Dos cerca de mil equipamentos envolvidos, 83 acabaram por cair na baía de Cockle Bay e outros seis pousaram dentro da zona de exclusão criada para o evento.

O incidente levou mesmo à abertura de uma investigação pelas autoridades australianas responsáveis pela segurança nos transportes.

O verdadeiro desafio dos veículos autónomos

Embora a queda dos drones tenha chamado a atenção do público, investigadores da Universidade de Tecnologia de Queensland defendem que a questão mais importante não é a falha em si, mas a forma como o sistema reage quando algo corre mal.

Esta preocupação torna-se particularmente relevante numa altura em que começam a surgir projetos de táxis aéreos autónomos e serviços de entrega por drones em áreas urbanas.

Ao contrário de um automóvel, uma aeronave não pode simplesmente encostar à berma quando surge um problema.

Por isso, os sistemas autónomos precisam de ser capazes de:

A segurança mede-se nos piores momentos

Os especialistas lembram que os drones modernos já possuem múltiplos sistemas redundantes, incluindo motores adicionais, computadores de reserva e software capaz de lidar com determinadas falhas.

Ainda assim, situações inesperadas podem surgir devido à combinação de vários fatores, como sensores defeituosos, problemas de software ou condições ambientais adversas.

No caso de Sydney, o facto de nenhum espectador ter ficado ferido é apontado como um exemplo de que os protocolos de emergência foram ativados corretamente.

O futuro dos drones depende da confiança do público

Para os investigadores, a aceitação dos veículos autónomos dependerá menos do seu desempenho em condições normais e mais da forma como respondem aos raros momentos em que algo falha.

O incidente australiano acabou por demonstrar precisamente isso: os drones não desapareceram simplesmente do radar. Os sistemas de segurança entraram em ação e evitaram consequências mais graves.

À medida que os céus das cidades recebem cada vez mais aeronaves autónomas, será essa capacidade de reagir a imprevistos que determinará o sucesso da tecnologia.

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