Atualmente, espera-se que uma em cada três pessoas seja diagnosticada com cancro durante a sua vida. No sentido de apoiar os doentes na sua jornada, foi revelado o primeiro som audível de células cancerígenas a serem destruídas, utilizando uma tecnologia pioneira. Já ouviu o “The Most Beautiful Sound”?
Para apoiar os doentes durante a sua jornada de tratamento, a Grey Health pensou numa forma de os pacientes com cancro compreenderem como a sua medicação ou quimioterapia pode ter um impacto direto nas células cancerígenas.
Numa parceria com investigadores da Harvard Medical School e do Massachusetts General Hospital, a equipa conseguiu isolar o som das células cancerígenas da mama e do pulmão no momento exato da morte celular, resultando o “The Most Beautiful Sound“.
O som foi partilhado, pela primeira vez, na Reunião Anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) de 2023, onde os participantes da conferência puderam experimentá-lo, por via de uma estação de audição imersiva.
De acordo com Kristen Neese, diretora de Marketing e Comunicações da ASCO, o som “pode ser compreendido em qualquer língua e experimentado em todas as geografias e culturas”.
Além do som, puderam ainda ver um vídeo, produzido pela Hogarth, que compila as reações dos doentes.
Segundo Conor Evans, professor associado do Wellman Center for Photomedicine da Harvard Medical School e do Massachusetts General Hospital, “tal como todas as células, existe um movimento e uma vibração inerentes às células cancerígenas”.
O que é verdadeiramente empolgante nesta ideia é a capacidade de dar a algo invisível uma perspetiva real que pode ser verdadeiramente poderosa para os doentes durante o seu percurso oncológico.
Conforme partilhou, Kristen Neese acredita que o som das células cancerígenas a morrerem “pode inspirar esperança e resiliência entre as pessoas que vivem com cancro e os seus prestadores de cuidados, unindo-nos na nossa luta para vencer a doença”.