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Nova bactéria poderá proteger o ser humano dos efeitos secundários dos antibióticos

Embora sejam um importante aliado no combate de bactérias nocivas, os antibióticos podem resultar em efeitos secundários pouco agradáveis. Por isso, um grupo de investigadores criou uma bactéria que pode ajudar a proteger o intestino dos antibióticos.

Este possível novo tratamento prevenirá a diarreia e outras complicações associadas.


Atualmente, os antibióticos são uma das armas mais poderosas para proteger as pessoas de uma panóplia de bactérias. Isto, graças ao trabalho do microbiologista escocês, Alexander Fleming, que descobriu aquilo que conhecemos hoje como penicilina, em 1928, bem como ao dos seus sucessores.

Apesar de serem uma das melhores opções para o combate de bactérias nocivas, atuam também sobre aquilo que de saudável temos dentro do corpo, e podem desencadear uma panóplia de complicações, como crises de diarreia que podem levar algum tempo a resolver.

De acordo com o Engadget, conscientes disto, alguns médicos começaram a receitar probióticos, por forma a compensar os efeitos secundários dos antibióticos no intestino. No entanto, não se revelaram a solução perfeita.

 

Bactéria reduziu os efeitos nocivos de antibióticos

Num estudo publicado na Nature Biomedical Engineering, investigadores do Wyss Institute da Harvard University e do Massachusetts Institute of Technology detalharam aquilo que é um “dispositivo terapêutico celular vivo”. Este promete proteger os seres humanos dos efeitos secundários que os antibióticos representam para o corpo.

De acordo com o Science Daily, os investigadores alteraram uma estirpe de bactéria que é frequentemente utilizada na produção de queijo, de modo a fornecer uma enzima que pode quebrar os antibióticos beta-lactâmicos. Há antibióticos prescritos, incluindo a penicilina, que pertencem a esse grupo.

Fonte | Wyss Institute da Harvard University, via Engadget

Através de uma adição genética, os investigadores modificaram ainda mais a forma como a bactéria sintetiza a enzima para impedir que esta transfira essa capacidade para outras bactérias. Dessa forma, conseguiram que o tratamento reduzisse os efeitos nocivos dos antibióticos, a par da ajuda que lhes forneceu para desempenharem a sua função.

Num teste realizado em ratos, os investigadores descobriram que a bactéria que haviam desenvolvido reduziu “significativamente” os danos que a ampicilina causou nos micróbios intestinais, e permitiu que esses recuperassem totalmente após três dias. Por sua vez, os ratos que receberam apenas o antibiótico registaram uma perda muito maior de diversidade microbiana.

 

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