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Vision Pro da Apple estão mesmo a morrer aos poucos…

A Apple decidiu avançar com uma vaga de despedimentos que afeta diretamente centenas de profissionais ligados ao desenvolvimento dos Vision Pro e da assistente Siri. Esta medida insere-se numa ampla reorganização para fazer face aos desafios da inteligência artificial (IA).


Reestruturação interna afeta equipas de peso na Apple

De acordo com dados partilhados pela Bloomberg, a tecnológica de Cupertino rescindiu contrato com mais de 200 de colaboradores. O impacto desta decisão sente-se de forma acentuada:

A empresa confirmou publicamente estas alterações organizacionais, justificando-as com a necessidade de otimizar processos para entregar melhores experiências de utilização. Embora a Apple pretenda abrir novas vagas noutros departamentos para acolher alguns destes profissionais, a verdade é que muitos acabarão por abandonar a empresa de forma definitiva.

Esta transição coincide com um momento de mudança na liderança executiva, onde John Ternus se prepara para assumir o comando e tentar reposicionar a marca no competitivo mercado da IA corporativa.

O fracasso comercial dos Vision Pro e os problemas da Siri

O desinvestimento nos Vision Pro surge como uma consequência direta da fraca adesão do mercado a este dispositivo. Lançado com grande entusiasmo na WWDC de 2023, o equipamento de realidade mista deparou-se com uma barreira quase intransponível: o seu preço proibitivo de 3699 euros. Este fator afastou os consumidores comuns e transformou o produto num evidente insucesso de vendas.

A assistente virtual Siri também não escapou a esta reestruturação. A dispensa de pessoal nesta área tem que ver com a transição tecnológica para uma nova versão da assistente, que passará a ser suportada pelas capacidades de IA do Gemini.

Com a migração para estes novos modelos de linguagem, várias funções anteriores tornaram-se obsoletas, forçando a Apple a redefinir as suas equipas de engenharia de sistemas inteligentes para acelerar a inovação tecnológica.

 

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