A Apple acaba de revelar o seu novo portátil de entrada de gama, mas, como é habitual na marca da maçã, a poupança no preço inicial traz consigo uma omissão que obrigará muitos utilizadores a investir mais do que planeado.
Conveniência digital da Apple traz custo oculto
O MacBook Neo é finalmente oficial. Este novo dispositivo apresenta-se com um design renovado, cores vibrantes e o processador A18 Pro, o que garante compatibilidade total com a Apple Intelligence.
Embora o preço de entrada seja anunciado como um dos mais competitivos do mercado, a verdade é que a tecnológica de Cupertino decidiu segmentar uma funcionalidade que a maioria dos consumidores já considerava garantida em qualquer computador moderno.
Para além do ecrã de 13 polegadas e da performance prometida pelo novo chip, uma das características destacadas pela Apple foi o regresso do Touch ID. No entanto, a confirmação oficial no site da empresa trouxe um balde de água fria: o leitor de impressões digitais não estará presente em todas as variantes do equipamento.
Se o leitor optar pela configuração base, que oferece 256 GB de armazenamento por um preço de 699 euros, terá de se habituar a introduzir a sua palavra-passe manualmente. Isto acontece porque o teclado desta versão específica não inclui o sensor biométrico, uma ferramenta que é padrão nas gamas MacBook Air e Pro há vários anos.
Uma estratégia de preços agressiva para o upgrade
Para usufruir da rapidez e segurança do desbloqueio por impressão digital, o consumidor será forçado a adquirir o modelo de 512 GB. Esta versão, que fixa o seu preço nos 799 euros, é a única que integra o Touch ID no teclado. Na prática, a Apple está a cobrar um “imposto” de 100 euros pela conveniência de não ter de digitar um código sempre que acorda o PC.
Embora a empresa não tenha justificado oficialmente esta ausência na versão mais económica, é evidente que se trata de uma manobra para reduzir o custo de fabrico do modelo de entrada e, simultaneamente, incentivar o upgrade para patamares de preço mais elevados.
Ainda assim, a variante de 512 GB permanece uma opção equilibrada para quem necessita de mais espaço interno e não abdica da biometria.
O MacBook Neo estará disponível no mercado a partir do próximo dia 11 de março. Os interessados poderão escolher entre quatro tonalidades distintas: prateado, rosa, amarelo e azul.
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