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Análise GigaGate: Devolo criou uma bridge Wi-Fi de alta velocidade

A Devolo, marca alemã conhecida pelos produtos PowerLine, lançou recentemente a GigaGate, uma proposta que sai fora do seu portfólio normal, mas que acaba por ser uma ideia e um conceito muito interessante.

Com a GigaGate é possível criar uma ligação Wi-Fi entre dois pontos, de forma rápida, simples e de alta velocidade. Vamos conhecer a GigaGate e o que a Devolo preparou com este seu novo equipamento.

Quase sempre associada ao mundo do PowerLine, a Devolo tem conseguido explorar novos caminhos e novas ideias. A GigaGate é a mais recente proposta da marca e mostra que está a conseguir diversificar-se, com propostas interessantes e, acima de tudo, úteis para os consumidores.

O conceito da GigaGate

A ideia de base da GigaGate é muitos simples. Em vez de usar a rede elétrica para a transmissão de dados, passa a ser usada tecnologia Wi-Fi, criando uma ligação (bridge) de alta velocidade (2Gbps).

Claro que as utilizações possíveis para a GigaGate são inúmeras, mas a mais óbvia é dar uma ligação gigabit a locais onde esta não existe, dentro de uma casa ou de um escritório.

Usando uma estação base e uma estação satélite, esta ligação de alta velocidade fica estabelecida e garante aos utilizadores uma porta gigagbit e mais 4 portas a 100Mbps.

Se muitos podem questionar se a GigaGate pode chocar com as propostas PowerLine, inclusive da própria Devolo, a resposta acaba por ser natural. Este é um equipamento para fazer uma extensão de rede de alta velocidade, levando-a a locais onde ela não existe. Falamos de media centers, de smartTVs, de uma consola de jogos ou simplesmente de um NAS onde temos os nossos conteúdos.

O que oferece a GigaGate?

O pacote base do GigaGate tem dentro uma estação satélite, uma estação base, os transformadores para alimentação elétrica e dois cabos de rede para ligar ao router ou à box do operador.

Ligar estes componentes é extremamente simples e requer apenas uma porta de rede no equipamento de ligação à Internet. As velocidades conseguidas vão sempre estar dependentes da distância a que as duas estações estiverem colocadas, mas num ambiente normal este não é um problema.

Algo que foi tido em conta e que acaba por funcionar bem, é a qualidade estética que a Devolo colocou neste GigaGate. Para além de linhas atraentes, tem ainda dois pequenos pés que servem para dar maior estabilidade a cada uma das estações.

Porque estes processos podem ser complicados de implementar, a Devolo criou uma solução que não requer qualquer intervenção dos utilizadores. Na verdade, basta colocar as duas estações nos locais pretendidos, ligá-las à corrente elétrica e em segundos, e de forma completamente automática, estas ligam-se entre si.

A estação base

É esta estação que é ligada ao router ou box do operador e é o ponto de início da ligação da GigaGate. Deve por isso ser colocada junto a este equipamento do operador e ligar-se a ele, de preferência a uma porta de alta velocidade, caso exista.

Simples, com uma estética que se consegue enquadrar em qualquer ambiente, esta base é um daqueles equipamentos que se ligam e esquece-se que está a funcionar, tal é o seu baixo grau de exigência de manutenção.

É possível aceder à estação base e alterar alguns parâmetros, caso se pretenda fazer uma configuração mais rigorosa. Sem qualquer dificuldade, e apontando o browser para o IP da estação base, podemos alterar o nome da rede de interligação, a palavra-passe usada, o modo Wi-Fi e até o canal usado. Caso estes parâmetros sejam alterados, devem ser mudados nos diferentes equipamentos.

Podem ainda ser alterados os valores de ligação à rede, como o endereço ip, a palavra-passe de acesso ou se os leds do equipamento vão estar ligados. Por fim, a atualização do firmware do equipamento é também controlada nesta interface web.

A simplicidade desta interface dá continuidade ao que a própria GigaGate tem na sua génese, desde a linha estética até à sua montagem e utilização.

A estação satélite

Na estação satélite encontramos um equipamento similar à base, mas com a diferença de existirem 5 portas de rede, 4 delas de 100 Mbps e uma de 1 Gbps. Esta estação deve ser colocada junto aos equipamentos que quer ligar à Internet, garantindo que está acessível pela estação base.

As 5 portas de rede garantem acesso a todos os equipamentos, sendo a porta gigabit reservada para o equipamento onde quiserem obter a maior velocidade de rede.

Esta estação satélite tem ainda a vantagem de permitir criar uma rede sem fios que estenderá a vossa rede a outros pontos da vossa casa ou escritório. Poderá funcionar como uma rede nova ou simplesmente estender a já existente.

Podem ainda fazer a gestão completa desse ponto, tendo acesso à lista de equipamentos ligados, quer por cabo quer por Wi-Fi. Novamente a simplicidade está presente na interface, sendo de simples utilização

Qualquer uma destas estações pode ser controlada e gerida pela aplicação Cockpit da Devolo, a mesma que é usada na gestão das redes PowerLine.

A utilização da GigaGate

Tendo sido criada como uma bridge de alta velocidade, a GigaGate tem a obrigação de garantir velocidades como as que se conseguem obter numa rede de cabo. É claro que existem condicionantes que podem diminuir a velocidade desta ligação, devendo o utilizador estar atento e procurar encontrar a melhor localização para garantir essas velocidades.

A ferramenta de gestão da Devolo, o Cockpit, mostrou para a instalação que fizemos que a ligação entre as duas estações era de 488Mbps, como pode ser visto na imagem abaixo. Esta era maior que uma rede PowerLine que foi montada para comparação.

Os nossos testes passaram por colocar as duas estações em pisos diferentes, tendo o cuidado de as deixar em divisões que se situavam uma por cima da outra. Não existia linha de vista, mas estavam próximas. Ambos os computadores estavam ligados a portas de 1Gbps.

Para medir a velocidade da rede e a sua prestação foi usada a ferramenta iPerf e a sua interface gráfica. Os nossos testes revelaram que, nas condições de utilização que definimos, é possível obter valores de transferência acima dos 40MBps, como se pode ver no gráfico abaixo.

Esse gráfico mostra a transferência de um ficheiro de 10GB, que demorou apenas 34 segundos a ser transferido.

No que toca à velocidade “pura” da rede, foi possível obter velocidades próximas dos 375Mbps, como se pode ver no gráfico abaixo.

Lembramos que estes dados foram obtidos em cenário de utilização real, e que por isso são diferentes dos anunciados pela Devolo.

É este um conceito vencedor?

Fugindo aos seus conceitos tradicionais, a Devolo consegue apresentar um equipamento muito interessante e que consegue resolver problemas a muitos utilizadores. Ao dar acesso a rede de elevada velocidade em qualquer ponto de casas ou do escritório, acaba com a necessidade da passagem de rede e ainda oferece a possibilidade de incorporar uma extensão dessa mesma rede, graças ao Wi-Fi.

Algo que se destaca de imediato na utilização da GigaGate é a sua simplicidade de montagem e configuração. Esta na realidade não existe, bastando ligar os equipamentos à energia e à rede e ele trata de tudo sozinho. Como avalia frequentemente o meio onde está integrado, a GigaGate consegue melhorar com o tempo e otimizar-se.

Com um preço de 229,90€ no kit básico, e com cada nova extensão a custar 139,90€, este é um equipamento que acaba por compensar face ao que a concorrência oferece e até ao que a própria Devolo tem com os seus kits PowerLine. Com todas estas caraterísticas, o preço acaba mesmo por ser uma condicionante no momento da escolha desta solução.

Se precisam de estender a vossa rede para dar acesso de elevada velocidade ao vosso equipamento que está longe do router da operadora, então esta é uma alternativa a ser tomada em conta. Tirar da caixa, ligar e ficar pronto a funcionar é o maior trunfo da GigaGate. Os restantes vêm com a utilização, a fiabilidade e velocidade que oferecem.

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