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Utilizadores estão a abandonar as novas aplicações móveis

Era uma realidade há uns anos atrás. Todos nós tínhamos no nosso smartphone e tablet dezenas, se não mesmo centenas de aplicações instaladas. Experimentávamos tudo e havia uma ansiedade para ver as novidades a cada semana. Essa excitação esmoreceu e hoje a tendência já não é essa.

Os dados confirmam que hoje o utilizador já sabe o que quer usar, está mais rígido a experimentar e abandona aplicações com mais facilidade. Será que o motivo é a falta de novidade e inovação?

Os programadores e promotores de aplicações para dispositivos móveis têm cada vez mais dificuldade em levar as pessoas a experimentar as novas aplicações. De acordo com um relatório da Adobe, os consumidores estão a decidir instalar apenas aquelas ferramentas que lhes garantem o serviço que necessitam. O abandono das apps está a aumentar e a instalação de aplicações apenas cresce 6% ao ano, refere o relatório. Enquanto isso, o lançamento de aplicações tem um ritmo muito maior, sendo registado um crescimento de 24% ao ano.

Esta tendência é ainda mais acentuada para as principais aplicações móveis (aquelas que figuram no TOP 20), onde os lançamentos de apps estão a crescer cerca de 62%, em relação ao mesmo período homólogo.

Estes números estão explicados no relatório anual da Adobe, que é baseado na análise de mais de 290 mil milhões de visitas nos mais de 16 mil sites móveis e mais de 85 mil milhões de lançamentos de aplicações. Além dos novos desafios que as aplicações enfrentam até serem instaladas pela primeira vez nos dispositivos, muitas destas aplicações são também rapidamente descartadas após a sua primeira instalação.

Esta tendência do abandono das aplicações está também em ascensão, onde actualmente 5 em cada 10 apps são apenas usadas menos de 10 vezes e 2 em cada 10 são usadas uma única vez.

Há várias razões que levam as pessoas a remover as aplicações. O argumento “não é útil” foi, contudo, o que mais se registou nos cerca de 1000 utilizadores de dispositivos móveis entrevistados.

Os jogos são eliminados muitas vezes, isto deve-se ao facto de terem um ciclo de vida mais curto. A Adobe vê esta perda de interesse como uma das maneiras de dizer que os jogos são descartáveis.

Em termos de categorias de apps, há algumas que têm registado crescimentos de dois dígitos, por exemplo, as aplicações de Serviços Financeiros tiveram um aumento de 29%, as apps de Viagens 28%, de Compras Online 24%, Automóveis 21% e Informação & Entretenimento 14%.

O estudo confirmou também outras informações relativas a este mercado, como o facto do iOS ser o sistema operativo que gera mais receita e onde os utilizadores usam mais aplicações, face ao Android; e que a geração deste milénio instala mais aplicações que outros grupos etários.

Estas e outras informações estão disponíveis no relatório completo da Adobe. Poderá analisar ao pormenor um vasto leque de estatísticas que fazem a radiografia da situação actual de uma área importantíssima, no que toca ao mundo mobile.

Via: TechCrunch

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