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Reconhecimento facial ainda tem muitas falhas, em especial nos smartphones Android

Cada vez mais confiamos a nossa segurança a sistemas biométricos que acompanham os smartphones ou os PCs. Acredita-se que estes mantenham seguros os nossos dados, mas isso pode ser falso. Uma avaliação recente mostrou que o reconhecimento facial ainda tem muitas falhas, em especial nos smartphones Android.


Olhando aos smartphones, cada vez mais dispositivos assentam a segurança na leitura da impressão digital ou no reconhecimento facial. Sabe-se que este último tem problemas de segurança, como se viu já várias vezes no passado, sendo simples de enganar.

A prova disso mesmo surgiu agora num novo estudo, realizado pela Consumenten Bond, uma organização dos Países Baixos dedicada aos direitos dos consumidores. A sua análise focou-se em 60 smartphones, tendo detetado que 26 deles poderiam ser enganados com uma simples fotografia do utilizador.

Uma conclusão do estudo revela que quanto mais barato o smartphone, mais simples de enganar estes parecem ser. De forma análoga, e como esperado, os modelos mais caros parecem ser mais seguros e com implementações de reconhecimento facial mais robustas.

A maioria dos modelos que se revelaram vulneráveis são da Xiaomi, com 14 dos 26 que puderam ser desbloqueados. Por outro lado, o estudo mostrou uma maior resiliência dos smartphones da Apple, com nenhum iPhone a permitir acesso. Também apenas um modelo da Samsung, o Galaxy A04s, aparece na lista dos mais vulneráveis entre 12 modelos testados.

Lista dos equipamentos vulneráveis

  • HONOR 70 5G (380€)
  • Motorola moto e13 (€ 120)
  • Motorola moto g13 (€ 180)
  • Motorola moto g23 (€ 230)
  • Motorola Moto g72 (128 + 8 GB) (€ 265)
  • Nokia G22 (€ 195)
  • Nokia G60 5G (128 + 4 GB) (300€)
  • Nokia X30 5G (128 + 6 GB) (€440)
  • OnePlus Nord CE 3 Lite (€ 300)
  • OPPO A17 (€180)
  • OPPO A57 (€150)
  • Samsung Galaxy A04s (€150)
  • Xiaomi 12 Lite (128 + 8 GB) (355€)
  • Xiaomi 12T (128 GB) (€ 500)
  • Xiaomi 12T Pro (256 + 8 GB) (€620)
  • Xiaomi 13 (€ 750)
  • Xiaomi 13 Lite (128 GB) (€400)
  • Xiaomi 13 Pro (€ 1.300)
  • Xiaomi POCO M5 (64 GB) (€ 190)
  • Xiaomi POCO M5s (64 GB) (€210)
  • Xiaomi POCO X5 5G (128 + 6 GB) (€265)
  • Xiaomi POCO X5 Pro 5G (128 + 6 GB) (330€)
  • Xiaomi Redmi 12C (32 + 3 GB) – Azul (€120)
  • Xiaomi Redmi Note 12 (128 GB) (€230)
  • Xiaomi Redmi Note 12 5G (€230)
  • Xiaomi Redmi Note 12 Pro 5G (128 + 8 GB) (325€)

Estes resultados são considerados dececionantes. Não mostram uma progressão face aos números de anos passados. Em 2019, quando esta avaliação foi feita pela primeira vez, 43% dos smartphones testados puderam ser desbloqueados com o uso de uma foto, o mesmo valor obtido agora, mesmo com a tecnologia a ficar mais robusta.

As recomendações são óbvias e até já conhecidas. Em primeiro lugar está a utilização de métodos de autenticação mais seguros, como a leitura de impressão digital ou um código de acesso. Além disso, pode ser limitada a utilização apenas a equipamentos com maiores garantias de segurança.

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