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Xiaomi aperta o cerco e remove opção de desbloqueio do bootloader nos smartphones

O Hyper OS veio mudar muito nos smartphones da Xiaomi, nem sempre da forma pretendida. Uma das mais visíveis veio com o início do fim do desbloqueio do do bootloader. Este movimento tem ganhado forma e agora atingiu um novo ponto. Chegou o adeus definitivo e a Xiaomi vai acabar com desbloqueio do bootloader nos smartphones.


A liberdade de personalização sempre foi um dos grandes estandartes do ecossistema Android, permitindo aos utilizadores mais avançados modificar o software dos seus equipamentos. A Xiaomi, durante anos, foi uma das marcas que mais beneficiou desta comunidade entusiasta. Contudo, a gigante tecnológica tem vindo a alterar a sua postura de forma drástica.

Fim do acesso ao bootloader nos smartphones Xiaomi

Numa mudança recente e significativa, a marca removeu completamente a opção de solicitar o desbloqueio do carregador de arranque, marcando o fim de uma era para muitos utilizadores. A alteração foi detetada na aplicação Mi Community na China, onde o portal dedicado à solicitação do desbloqueio do bootloader desapareceu por completo.

Antes, esta ferramenta permitia que utilizadores submetessem pedidos para alterar as características profundas do sistema, um processo que já se encontrava extremamente dificultado. Relatos indicavam que a taxa de sucesso nestes pedidos era ínfima, rondando valores estatisticamente irrelevantes. Agora, a empresa eliminou a possibilidade de efetuar o pedido, fechando a porta a modificações de software não autorizadas.

Esta medida surge num contexto onde a segurança do sistema operativo HyperOS se tornou uma prioridade absoluta para a marca. A remoção desta funcionalidade visa impedir que o software seja alterado, garantindo a integridade dos equipamentos. Antes deste bloqueio total, existiam relatos de utilizadores que recorriam a centros de assistência técnica, alegando falhas, para conseguir que os técnicos desbloqueassem os terminais.

Impacto nos smartphones globais e o futuro

A questão que agora se coloca recai sobre os utilizadores internacionais. Se que na China o bloqueio é efetivo, a política para os mercados globais ainda permite o desbloqueio do bootloader, embora o processo obrigue a um período de espera que ronda os 30 dias. No entanto, o histórico da marca sugere que as medidas implementadas no mercado doméstico acabam por ser transpostas para a versão global dos seus produtos.

Esta nova diretriz reforça a intenção da empresa em controlar de forma mais rígida o software que corre nos seus smartphones. Para a comunidade e para os entusiastas que procuram instalar ROMs personalizadas ou obter acesso root, o futuro apresenta-se incerto. Se esta política for expandida globalmente, os smartphones da Xiaomi poderão perder um dos fatores que, ironicamente, ajudou a construir a sua popularidade

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