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Energia limpa alimentou 40% da eletricidade mundial em 2024, indica relatório

O mundo utilizou fontes de energia limpas para satisfazer mais de 40% da sua procura de eletricidade no ano passado, pela primeira vez desde a década de 1940, segundo os dados compilados pelo think tank Ember.


“A energia solar tornou-se o motor da transição energética global”, segundo Phil MacDonald, diretor-executivo da Ember, que divulgou um relatório relativamente ao consumo de eletricidade global, em 2024, conforme é habitual

Em conjunto com o armazenamento de baterias, a energia solar está destinada a ser uma força imparável. Sendo a maior e mais rápida fonte de nova eletricidade, é fundamental para satisfazer a procura mundial cada vez maior de eletricidade.

O relatório representa 93% do mercado mundial de eletricidade em 88 países.

 

Evolução da energia limpa é tendencialmente positiva

No ano passado, pela primeira vez desde a década de 1940, o mundo utilizou fontes de energia limpas para satisfazer mais de 40% da sua procura de eletricidade.

Apesar de a energia solar ser a fonte de energia que mais cresceu nos últimos 20 anos, continua a ser uma parte relativamente pequena do sistema energético mundial.

No ano passado, por exemplo, os dados indicam que representou quase 7% da eletricidade mundial, enquanto a energia eólica representou pouco mais de 8% do sistema energético mundial.

Estas energias veem-se ofuscadas pela energia hidroelétrica, que se tem mantido relativamente estável nos últimos anos e que alimentou 14% da necessidade elétrica mundial, em 2024.

Conforme recordado pelo The Guardian, a energia hidroelétrica é uma das tecnologias de energias renováveis mais antigas do mundo moderno e constituía uma grande parte da eletricidade mundial na década de 1940 – quando o sistema de energia era cerca de 50 vezes mais pequeno do que é hoje.

Entretanto, segundo a Ember, a evolução tendencialmente positiva da energia solar significa que a energia limpa, na qual se inclui a nuclear e a bioenergia, está na direção de se expandir mais rapidamente do que a procura global de eletricidade.

Isto deverá significar, por sua vez, que os combustíveis fósseis começarão a ser eliminados do sistema energético mundial.

 

Utilização energética pela tecnologia, como a IA

Anteriormente, a Ember tinha previsto que 2023 seria o ano em que as emissões de eletricidade atingiriam um máximo, após um pico no primeiro semestre do ano. Então, os especialistas em clima esperavam que as emissões começassem a diminuir.

Contudo, na altura, uma série de ondas de calor em todo o mundo desencadeou um aumento da procura de eletricidade para alimentar os sistemas de ar condicionado e de refrigeração, o que fez com que a eletricidade produzida a partir de combustíveis aumentasse 1,4% nesse ano.

O relatório concluiu que o aumento da procura fez subir as emissões do setor energético mundial em 1,6%, atingindo um máximo histórico no ano passado.

Segundo Phil MacDonald, é pouco provável que as ondas de calor provoquem um aumento semelhante da procura no próximo ano, mas a utilização crescente da eletricidade para alimentar a Inteligência Artificial (IA), os centros de dados, os veículos elétricos e as bombas de calor deverão desempenhar um papel importante na procura mundial de eletricidade.

Conforme os dados do relatório, aliás, estas tecnologias combinadas foram responsáveis por um aumento de 0,7% na procura global de eletricidade em 2024, o dobro do que contribuíram há cinco anos.

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