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4 aplicações icónicas do Windows que foram desaparecendo na história

O Windows, sistema operativo da Microsoft, definiu gerações inteiras, mas foram os programas nele incluídos que moldaram verdadeiramente a nossa experiência digital. Portanto, deixamos quatro ícones de software que, inevitavelmente, desapareceram com o avanço implacável da tecnologia.


O “fade away” de alguns softwares do Windows

Desde o seu lançamento original em 1985, o Windows consolidou-se como o sistema operativo mais utilizado em desktops e portáteis. A sua interface amigável, com janelas intuitivas e ícones familiares, desempenhou um papel crucial na introdução da informática pessoal ao grande público.

Contudo, a popularidade duradoura do Windows não se deve apenas ao sistema operativo em si, mas sim ao ecossistema de software que o acompanhava. Estas aplicações permitiam aos utilizadores comunicar, criar e divertir-se assim que ligavam o PC.

Naturalmente, a tecnologia evolui a um ritmo vertiginoso. A cada atualização ou nova versão do Windows, as ferramentas que aprendemos a usar correm o risco de obsolescência. Ao longo dos anos, várias aplicações foram descontinuadas apesar da sua popularidade, enquanto outras foram transformadas irreconhecivelmente.

1️⃣ MSN Messenger: o precursor das redes sociais

Muito antes do domínio das mensagens de texto ilimitadas e das redes sociais modernas, o MSN Messenger estabeleceu-se como o ponto de encontro digital para milhões de pessoas. Lançado em 1999, o programa conquistou rapidamente uma base de utilizadores de 330 milhões.

O MSN permitia conversas em tempo real, transferência de ficheiros, chamadas de voz e vídeo, e a funcionalidade de ver quando os amigos ficavam online.

A plataforma era particularmente popular entre os jovens, permitindo a criação de perfis personalizados com alcunhas criativas e mensagens de estado. A biblioteca de “emoticons” permitia uma expressividade digital que, embora comum hoje em ferramentas como o Slack ou o Microsoft Teams, era revolucionária no início dos anos 2000.

No entanto, a ascensão das redes sociais, como o MySpace e posteriormente o Facebook, começou a oferecer conectividade rival. Simultaneamente, os smartphones ganharam tração, e após o lançamento do iPhone em 2007, as opções para manter o contacto tornaram-se vastas.

A Microsoft tentou modernizar a plataforma com o “Windows Live Messenger”, mas a migração dos utilizadores já era irreversível. A gigante tecnológica começou a descontinuar o software em 2013, integrando-o no Skype.

 

2️⃣ Windows Movie Maker: a democratização da edição de vídeo

Atualmente, é possível editar vídeos de alta qualidade num smartphone Android ou iOS em segundos. Porém, no início do milénio, essa tarefa exigia um computador. Em setembro de 2000, a Microsoft trouxe a edição de vídeo para as massas com o Windows Movie Maker, incluído no Windows Millennium (Windows Me).

O software permitia importar clips de câmaras digitais e oferecia uma gama de funcionalidades de edição sem a necessidade de equipamento profissional caro.

Com o aumento da velocidade da internet e a popularidade crescente do YouTube, os utilizadores do Movie Maker encontraram uma via rápida para distribuir as suas criações. Por ser gratuito e fácil de usar, tornou-se uma ferramenta essencial para a criação de inúmeros vídeos caseiros e virais da internet primitiva.

Em 2009, foi rebatizado como Windows Live Movie Maker, mas com a evolução dos formatos de vídeo e o surgimento de opções gratuitas mais potentes, a Microsoft encerrou oficialmente o suporte em 2017.

3️⃣ Microsoft Encarta: o conhecimento num CD-ROM

Numa era em que a informação é quase infinita e acessível instantaneamente, é difícil imaginar um tempo em que o conhecimento digital era “offline”. Antes da omnipresença da banda larga, a solução era a Microsoft Encarta.

Distribuída inicialmente como uma aplicação em CD-ROM, a Encarta foi uma enciclopédia multimédia produzida entre 1993 e 2009. Tornou-se rapidamente uma necessidade nos PC familiares e a fonte principal para trabalhos escolares, muitas vezes incluída gratuitamente na compra de novos computadores.

Apesar do seu sucesso, a internet não tardou a mudar o paradigma. O lançamento da Wikipedia em 2001 estabeleceu uma fonte de informação gratuita, consolidada e constantemente atualizada pelos utilizadores.

A Encarta, que chegou a custar centenas de dólares (embora o preço tenha baixado com o tempo), não conseguiu competir com a gratuidade e acessibilidade imediata da Wikipedia. O site da Encarta foi encerrado em 2009.

4️⃣ Internet Explorer: o browser que todos usaram

Com a atual inteligência artificial (IA) a ser integrada nos browsers e o acesso web móvel como norma, é fácil esquecer os primórdios da exploração da internet. O Internet Explorer (IE) foi fundamental nessa criação.

Lançado em 1995 num mercado dominado pelo Netscape Navigator, o IE rapidamente ganhou terreno por vir pré-instalado no Windows. No seu auge, em 2003, detinha 95% da quota de mercado.

Contudo, a concorrência não tardou. O lançamento do Firefox em 2004 e do Google Chrome em 2008 alterou o cenário. A Microsoft teve dificuldades em acompanhar os novos padrões da web, e problemas de segurança e desempenho tornaram-se queixas frequentes.

A má reputação do browser cresceu, levando a Microsoft a tentar campanhas de marketing autodepreciativas, mas sem sucesso. O Internet Explorer foi eventualmente substituído pelo Microsoft Edge em 2015 e oficialmente reformado em 2022, encerrando um dos capítulos mais longos da história da internet.

 

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