O LibreOffice voltou a atacar a Microsoft e intensificou as suas críticas à empresa de Redmond. Acusou a criadora do Office de priorizar os seus interesses comerciais em detrimento da interoperabilidade e dos padrões do Office. As palavras apresentadas não foram nada simpáticas para esta empresa.
LibreOffice volta a criticar duramente a Microsoft
Um dos principais obstáculos que impedem muitos utilizadores de abandonar o Microsoft Office e migrar para alternativas como o LibreOffice continua a ser a compatibilidade. Embora o LibreOffice consiga abrir e editar ficheiros Word, Excel e PowerPoint, os problemas de formatação e design são comuns.
Segundo a The Document Foundation, a organização por detrás do LibreOffice, estas dificuldades não são acidentais, mas sim uma consequência direta de decisões deliberadas da Microsoft. Num artigo recente, o LibreOffice contesta veementemente a noção de que o Office Open XML (OOXML) é uma norma que deve ser aceite sem questionamento.
A fundação considera o argumento de que “OOXML é um formato standard e deve ser aceite” “absurdo” e afirma que nunca poderá ser considerado um standard sem uma profunda reestruturação das aplicações do Office. Como exemplo, cita-se um dos casos mais conhecidos: o problema histórico do Excel com os nomes de genes.
LibreOffice – The free and private office suite.
✅ Compatible with Microsoft Office / 365
✅ No ads or forced subscriptions
✅ Respects your privacy – doesn't collect your data
✅ Backed by a non-profit organisation
✅ Professional support availablehttps://t.co/jCud6OiI5g pic.twitter.com/3wAZMHyoaY— LibreOffice (@LibreOffice) June 11, 2024
Colocam os interesses comerciais acima de tudo
Durante anos, o programa converteu automaticamente certas sequências de texto em datas, corrompendo dados científicos e afetando a investigação real. Um estudo publicado destacou a extensão do problema, demonstrando que uma percentagem significativa de artigos científicos continha erros resultantes da formatação automática do Excel.
A Document Foundation também critica duramente a própria natureza do OOXML, que descreve como tudo menos aberto. Além disso, o documento sublinha que o Microsoft Office nem sequer utiliza o perfil “Estrito” da norma, mas sim uma variante “Transicional” sobrecarregada com dependências legadas.
O documento inclui referências explícitas a comportamentos em versões proprietárias mais antigas do Word e recomenda formatos gráficos proprietários do Windows em vez de alternativas abertas como o SVG. A crítica mais uma vez recai sobre a Microsoft dar prioridade aos seus interesses comerciais e questiona se o OOXML é realmente um standard aberto.