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Análise Pro Evolution Soccer 2015 (Xbox One)

Finalmente a espera terminou no início do mês e Pro Evolution Soccer 2015 já se encontra entre nós … e à medida que lêem estas palavras muitos já se encontrarão a jogá-lo nas suas Xbox Ones (ou Xbox 360), Playstation 4 (ou Playstation 3) ou PC.

Com um pequeno atraso, dum mês após o lançamento do seu eterno rival, FIFA 15, Pro Evolution Soccer 2015 surge ainda a tempo de lutar pelo campeonato a dois que se tem mantido nos últimos anos.

Nas últimas edições Pro Evolution Soccer tem conseguido alterar o seu jogo para algo mais próximo que o que o fez destacar-se na antiga Playstation2, altura em que era o rei incontestado de simulação futebolística nas consolas.

Mas … será que 2015 é o ano do Regresso do Rei?

Tal como referi acima, PES tem mantido nos últimos anos uma intensa luta, sobretudo consigo mesmo numa tentativa de afastar os seus fantasmas do passado recente e conseguir voltar a posicionar-se na posição de relevo que já foi sua, como rei dos jogos de futebol.

A partir do momento da migração para as consolas da Anterior Geração (Playstation 3 e Xbox 360) que Pro Evolution Soccer pareceu perder-se e desde a última versão para Playstation 2 que cedeu terreno para o seu eterno rival, FIFA.

A versão desde ano vem portanto numa altura critica no que concerne a esse eterno duelo, principalmente pelo facto de haver novos terrenos de jogo (as consolas de última geração) e todo um mercado potencialmente atractivo a abrir-se.

Assim sendo a Konami abriu os olhos, ouviu os fãs, leu o mercado e tomou algumas decisões que apontam Pro Evolution Soccer na direcção certa, tanto a nível da jogabilidade como a nível estratégico.

 

Tal como tem vindo a ser referido ao longo dos últimos anos (e não tem sido por acaso), Pro Evolution Soccer tem-se vindo a tornar (reforçar) num jogo extremamente interessado na componente táctica. Ao passo que o seu principal rival aposta numa jogabilidade mais furiosa, mais fast-paced, PES tem apontado baterias à componente táctica e mental do jogo.

PES 2015 apresenta assim, uma abordagem muito mais estratégica ao jogo o que torna as coisas substancialmente diferentes relativamente aos restantes jogos de futebol. Sim, PES 2015 é um jogo bastante táctico e por isso talvez também, com momentos menos dramáticos. Em PES 2015 é raro existirem resultados de 5-4 por exemplo … (a não ser nos níveis mais fáceis).

O jogo tem um ritmo visivelmente mais baixo, mais lento o que favorece essa mesma vertente táctica e torna muito difícil, um jogador pegar na bola na zona defensiva e desatar num sprint até à grande área adversária e desferir o remate fatal.

No capítulo da defesa nota-se uma maior crescente consciencialização individual de cada jogador para apoiar nas manobras defensivas. É comum assistir a um maior apoio do meio-campo à defesa em situações de sufoco, por exemplo.

PES obriga-nos constantemente a adaptar o nosso jogo e a interpretar cada formação táctica e as oportunidades que cada uma nos disponibiliza. Sim, cada formação táctica escolhida (seja do jogo ou criada por nós) oferece-nos em pleno relvado inúmeros obstáculos e desafios a ter em conta. Por exemplo, jogar com um segundo avançado entre a defesa e meio-campo adversário pode tornar-se perfeito para jogar contra equipas que cubram mal essa zona e numa partida de PES 2015 isso nota-se em pleno jogo. No entanto se o adversário começar a fechar as linhas intermédias então torna-se também mais difícil a transição por esses espaços.

De forma a tornar isto bem mais eficiente em pleno jogo, PES 2015 facilita essas alternâncias entre formações tácticas, apenas com os botões direccionais e assim adaptar a nossa equipa às circunstâncias de jogo. Podemos ainda, sempre que pretendermos, dar diversas instruções colectivas à equipa (por exemplo jogar pelas alas e avançar com muitos) ou instruções individuais aos jogadores (por exemplo pedir a um avançado que saia mais da suas posição e assim crie mais linhas de passe e outras opções atacantes).

Circunstâncias de jogo que também afectam os adversários (controlados pela IA). À medida que o jogo avança as equipas controladas pela IA começam também a sentir os efeitos do próprio jogo. Por exemplo se estão a ganhar, começam a desacelerar e a queimar tempo e pressionar menos no ataque. Por outro lado, se estão a perder nota-se logo um crescendo de pressão ofensiva.

 

Por outro lado, a edição deste ano de PES apresenta uma outra exigência aos jogadores também ao nível de gestão dos atletas em campo. Há um aspecto que ganha especial importância ao qual se terá de dar atenção redobrada, a stamina dos jogadores. Ao longo do jogo, essa energia dos jogadores vai-se esgotando o que obriga o jogador a ter “momentos” distintos em jogo. Momentos de pressão alta e momentos de menor pressão.

Uma das coisas que me deixava algo desapontado a cada lançamento anterior de Pro Evolution Soccer era o facto de sentir uma grande prisão de movimentos nos jogadores. Havia aquilo a que eu chamo de movimentos scriptados que tornava os lances demasiado rígidos.

Bem, em PES 2015, ainda se nota alguma dessa prisão de movimentos mas devo confessar que a Konami fez um grande trabalho neste aspecto, tornando-os menos comuns e mais disfarçados.

Contudo e como referi, ainda se notam algumas prisões de movimento e onde isso mais se evidencia é por exemplo nos sprints (e na dificuldade de mudanças rápidas de direcção) e em alguns aspectos da recepção de bola (nos quais parece que os jogadores estão muito estáticos a aguardar algo que os despolete a vir recebê-la). No entanto, nada disto se aproxima nem de longe ao que sucedia com PES 2013 por exemplo.

Por falar em movimentos, as animações dos jogadores encontram-se deliciosamente criadas e cada movimento, sprint, desarme, carrinho, cabeceamento obedece a uma física apurada, na qual se encaixa também a da própria bola que já não parece uma bola de ping-pong. Aliás, foi levado a cabo um extraordinário trabalho para representar as caracteristicas fisicas dos jogadores mais emblemáticos, bem como de representar os seus estilos pessoais, seja corporal, seja de equipamentos … (por exemplo, o João Pereira utiliza as meias a meia-perna como na realidade e o Nani celebra com os seus mortais, sem falar do “Eu estou aqui!” de Cristiano Ronaldo.

 

No que toca a competições, com a edição deste ano temos de volta a Champions, a Liga Europa, a Copa Sul-Americana mas temos também novas competições como a AFC Champions League. De volta também se encontram as ligas inglesas, portuguesas, espanhola, italiana e as ligas secundárias de alguns destes países.

É uma pena é voltarem também os tradicionais problemas de licenciamento das equipas, como por exemplo, na nossa Liga apenas o Benfica, Sporting e Porto se encontrarem com os nomes e símbolos. Tudo o resto … tem nome fictício. Felizmente os nomes dos jogadores são os correctos.

Os Modos de Jogos receberam especial atenção pela parte da Konami também e, apesar do regresso do Master League, do Modo Carreira e do Rumo ao Estrelato, foi incluído um novo modo que vem de certa forma, colmatar uma lacuna que a Konami e PES apresentavam face ao seu principal rival. Trata-se de uma jogada estratégica que, apesar de poder ser considerada como cópia pois apresenta uma mecânica muito semelhante, é bem-vinda e que os jogadores agradecem.

Uma particularidade interessante de Pro Evolution Soccer 2015 é que agora, mesmo em jogos/ligas/competições nossas, permite a participação de um amigo através de uma opção que permite a entrada de outro jogador na nossa sessão e assim transformar o jogo/competição numa sessão cooperativa.

 

No entanto, para todos os que jogam online há uma outra novidade de peso e que será certamente uma descoberta interessantíssima, Role Control.

O Role Control torna as coisas bastante mais interessantes na jogabilidade multiplayer dando um pouco mais de ordem ao caos que é na maior parte das vezes a escolha do jogador. Realmente quando jogamos um jogo multiplayer tradicionalmente o que acontece é que muitas vezes existe uma disputa (omitida) dos jogadores da mesma equipa para seleccionarem o jogador mais perto da bola. Isso leva muitas vezes a perder a noção do jogo, especialmente se não tivermos sido nós a ficar com o jogador.

O Role Control vem tem tentar controlar isso permitindo aos jogadores (até 3 por equipa) escolher uma de 3 áreas da equipa, Defesa,Meio-Campo ou Ataque. Assim sendo o jogo mantém a sua fluidez e torna-se mais limpa a selecção de jogadores em pleno desafio. Contudo tem a desvantagem de quem jogar à defesa poder ter menos participação nos lances ofensivos.

Parece que este ano é o dos GR e depois de FM 2015, FIFA 15 é agora a vez dos GR de PES 2015 ficarem bem melhor na fotografia. Além de toda a espectacularidade das novas movimentações e defesas, encontram-se também bem mais inteligentes e com tomadas de decisão mais sensatas (quando controlados pela IA).

Os restantes modos de jogo online encontram-se presentes e beneficiam de todas as melhorias implementadas pela Konami, tornando assim as partidas online mais duras, mais sérias e mais realistas. Um dos problemas que afligiam as edições anteriores era o facto de não se conseguir encontrar ligações decentes e sem lag, e algumas mesmo chegavam a cair a meio das partidas. Felizmente, não tivemos problemas desse género ou pelo menos, nada mais que o normal.~

Por fim, as actualizações semanais que a Konami lança semanalmente prometem trazer cada vez maior realismo ao jogo, actualizando constantemente as transferências de jogadores e mantendo as equipas das Ligas Inglesa, Francesa, Italiana, Espanhola e Brasileira em dia. Os dados dos jogadores também serão actualizados semanalmente com base no seu desempenho. Assim, quando um um jogador tiver uma boa prestação na vida real, as suas estatísticas serão actualizadas e aumentadas, de acordo com a sua prestação.

Não poderia deixar de referir a total localização do jogo para português onde pontuam as prestações de Luís Freitas Lobo e Pedro Santos novamente a dar voz aos comentários. Comentários esses que continuam a surgir ocasionalmente desgarrados da acção que se passa no ecrã mas que no computo geral se encontram adequados.

Banda sonora inclui alguns hits do panorama musical actual como Demons dos Imagine Dragons.

 

Nota Final- 8,8

[0…....10]

 

“PES está de volta!”, seria facilmente o titulo desta análise.  Pro Evolution Soccer 2015 está melhor, mais solto e mais exigente, mas mais divertido e realista também. Com a inclusão dos novos modos de jogo PES chega-se à frente e avisa a concorrência que está Presente. Não está perfeito e os pequenos problemas que ainda se notam em campo são prova disso mas está muito mais evoluído e realista e nota-se que está de novo no bom caminho. Chato, chato é ainda o facto da Konami não ter conseguido resolver os problemas de licenciamento. O Rei Voltou!

 

Género: Futebol Plataforma Analisada: Xbox One Outras Plataformas:  Playstation 4, Xbox 360, Playstation 3, PC Homepage  Pro Evolution Soccer 2015

 

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