Uma petição pública ganhou força nas últimas semanas, pois reacendeu o complexo debate sobre o impacto do jogo online na sociedade portuguesa. E o leitor, concorda com a proibição da publicidade a jogos e apostas online?
Concorda com a proibição da publicidade a jogos e apostas online?
Nos últimos anos, a publicidade ao jogo online tornou-se praticamente omnipresente em Portugal. Jogos de futebol, podcasts, transmissões em direto, vídeos no YouTube e até conteúdos publicados por criadores digitais passaram a incluir referências frequentes a casas de apostas e casinos online.
Os números ajudam a perceber a dimensão do fenómeno. Segundo dados do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ), em Portugal, o mercado do jogo online continua a crescer de forma consistente, movimentando milhares de milhões de euros por ano.
Em 2025, Portugal tinha quase cinco milhões de registos de jogadores online. Este número, por si só, justifica a crescente pressão da sociedade civil para que o Estado tome medidas mais firmes face à proliferação da publicidade a plataformas de jogos e apostas online.
De facto, é neste contexto que aumentam os alertas relacionados com comportamentos de risco:
- Associações de apoio a jogadores compulsivos têm referido um crescimento nos pedidos de ajuda, especialmente entre jovens adultos;
- Especialistas têm alertado que a exposição constante a publicidade pode contribuir para a banalização do jogo e para a criação de hábitos de risco em idades cada vez mais baixas.
Petição pública para proibir publicidade a jogos e apostas online
Neste contexto, uma petição pública, criada a 16 de abril, pede a proibição total deste tipo de publicidade em território nacional.
Com mais de 20 mil assinaturas à data da escrita deste artigo, a petição precisava apenas de 7500 para chegar ao Parlamento e forçar um debate em plenário.
A iniciativa defende a eliminação da publicidade a plataformas de apostas e casinos online, particularmente em contexto desportivo, redes sociais e conteúdos promovidos por influencers.
Os autores da petição consideram que a normalização do jogo digital está a atingir níveis preocupantes e alertam para a facilidade com que menores e jovens adultos são expostos diariamente a campanhas promocionais associadas a apostas desportivas.
A história por detrás da petição
A principal voz da petição é Inês Gaspar, a jovem portuguesa que decidiu tornar pública a sua história depois de perder o namorado devido a problemas associados ao vício do jogo online.
Segundo tem relatado, a dependência das apostas teve um impacto profundo na saúde mental, na estabilidade financeira e na vida pessoal do companheiro, acabando por conduzir a um desfecho trágico.
O testemunho acabou por gerar forte impacto nas redes sociais e ajudou a dar maior visibilidade ao debate sobre os riscos associados à normalização das apostas online em Portugal.
Posto isto, queremos saber: concorda com a proibição da publicidade a jogos e apostas online?
Após responder à questão na sondagem em baixo, deixe-nos mais detalhes sobre a sua perspetiva na secção de comentários.
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