Um grupo criminoso recorreu à aplicação Telegram para criar uma verdadeira “mercearia” de droga, onde disponibilizava diferentes tipos de estupefacientes (cocaína, heroína, haxixe e canábis) a clientes em todo o país.
Estupefacientes eram enviados em embalagens discretas e a identidades falsas
As encomendas eram feitas através da plataforma digital e os produtos enviados posteriormente por correio, utilizando os CTT como meio de distribuição.
De acordo com as autoridades, o grupo usava canais e conversas privadas no Telegram para divulgar o catálogo de substâncias, apresentar preços e dar instruções aos compradores. O método permitia um elevado grau de anonimato, dificultando a identificação dos responsáveis e dos destinatários das encomendas.
A investigação revelou ainda que os envios eram preparados de forma a tentar passar despercebidos aos controlos postais, recorrendo a embalagens discretas e a identidades falsas. O pagamento era efetuado por meios eletrónicos, evitando contactos presenciais.
As autoridades alertam que este tipo de criminalidade tem vindo a aumentar, acompanhando a evolução das tecnologias digitais e das plataformas de mensagens encriptadas. Sublinha-se que a utilização dos serviços postais para fins ilícitos constitui crime grave, agravando a responsabilidade penal dos envolvidos.
Dezasseis pessoas, incluindo duas de outro grupo, começam a ser julgados no início do ano por tráfico de droga.