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PJ: esquema de smishing usado para roubar dinheiro

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de dois cidadãos estrangeiros suspeitos de integrarem um esquema de burla informática que recorria a mensagens SMS fraudulentas para enganar vítimas e obter acesso aos seus dados bancários. A operação, denominada “Token Out”, permitiu ainda apreender criptomoedas associadas à atividade criminosa.


Falsas mensagens para roubar dados bancários

De acordo com a PJ, os suspeitos, de 27 e 31 anos, são investigados pela prática de crimes de burla informática, falsidade informática e branqueamento de capitais. O esquema passava pelo envio de mensagens SMS que simulavam comunicações legítimas de entidades conhecidas, como os CTT ou a cadeia de supermercados Continente.

As mensagens continham ligações para páginas falsas, concebidas para recolher credenciais bancárias e códigos de autenticação das vítimas. Com esses dados, os criminosos conseguiam associar os cartões bancários a plataformas de pagamento digital através da criação de tokens de pagamento.

Criptomoedas usadas para ocultar os lucros

Após obterem acesso aos meios de pagamento das vítimas, os suspeitos utilizavam os cartões comprometidos para adquirir cartões pré-pagos de criptomoedas, conhecidos como BitCards. Desta forma, conseguiam converter rapidamente os valores obtidos de forma ilícita em ativos digitais, dificultando o rastreamento dos fundos.

Durante a operação, a PJ apreendeu vários ativos digitais, incluindo criptomoedas BNB, USDT e ASTER, que se encontravam depositadas numa plataforma de negociação de criptoativos.

Como se proteger do smishing?

O smishing continua a ser uma das formas mais comuns de fraude digital. Os cibercriminosos aproveitam-se da confiança dos utilizadores em marcas conhecidas para os levar a clicar em ligações maliciosas e a fornecer informações sensíveis.

As autoridades recomendam que os utilizadores:

Num contexto em que os ataques de engenharia social continuam a aumentar, a literacia digital e a adoção de boas práticas de segurança continuam a ser a melhor defesa contra este tipo de fraude.

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