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Google testa novo reCAPTCHA! Usar gestos das mãos para travar bots

A Google está a testar uma nova abordagem para o seu sistema reCAPTCHA. Quer a validação de identidade através de gestos de mãos captados pela câmara. Esta ferramenta experimental quer criar uma barreira adicional contra o tráfego automatizado e os bots. Exige que o utilizador realize movimentos simples em frente à webcam, como um aceno, para provar a sua autenticidade.


O sistema recorre a algoritmos de aprendizagem automática que captam um breve vídeo do utilizador e mapeiam cerca de duas dezenas de coordenadas específicas nas articulações dos dedos. Confirmam assim a presença de um ser humano em tempo real. Quando o desafio é ativado num determinado sítio web, o navegador solicita permissão para aceder à câmara do computador ou do smartphone.

Caso o utilizador não tenha uma câmara disponível, apresente limitações físicas ou prefira simplesmente não partilhar a sua imagem, , existem diferenças. A Google reverte de imediato o processo para os métodos convencionais. Nestas situações, a plataforma disponibiliza os testes visuais de seleção de imagens ou os quebra-cabeças sonoros, garantindo que a acessibilidade dos utilizadores legítimos não fica comprometida.

A introdução de captação de vídeo para segurança digital traz consigo preocupações acrescidas em termos de privacidade. Para mitigar o impacto, a gigante norte-americana assegura que estes pequenos registos visuais são utilizados estritamente para a verificação imediata, não sendo guardado qualquer áudio nem associada a identidade do utilizador aos ficheiros de imagem, que são eliminados logo após o processo.

Contudo, as notas da política de privacidade global da marca deixam alguma margem para interpretação. Este novo processo está já a gerar as habituais discussões no setor sobre o real armazenamento e tratamento final destas informações biométricas. Associado a isso vêm as normais questões de privacidade.

Apesar de se tratar de uma camada de proteção inovadora que procura modernizar os velhos sistemas de segurança na Internet, a eficácia deste mecanismo já está a ser posta à prova pela comunidade técnica. Durante a atual fase de distribuição limitada, vários investigadores e especialistas em segurança conseguiram contornar o sistema de forma relativamente simples, recorrendo a ferramentas de transmissão virtual.

Bastou a utilização de uma imagem estática convencional configurada através de um programa de câmara virtual para enganar a inteligência artificial da Google, o que demonstra que o sistema ainda necessita de ajustes profundos antes de ser implementado em larga escala na web.

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