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Desinformação nas Presidenciais atinge mais de 8,3 milhões de visualizações

A desinformação no âmbito das eleições presidenciais foi algo que existiu e com bastante relevância. Segundo o LabCom – Laboratório de Comunicação da Universidade da Beira Interior, os conteúdos falsos ou enganosos sobre os candidatos alcançaram mais de 8,3 milhões de visualizações nas redes sociais durante a primeira volta.


Desinformação: vídeo dominou com 70,6%, enquanto imagens representam 29,4%

O estudo analisou plataformas como Facebook, Instagram, X, TikTok, Threads e YouTube, com recolha de dados iniciada a 17 de novembro de 2025, dia do primeiro debate televisivo entre André Ventura e António José Seguro.

No total, os investigadores contabilizaram 8 392 713 visualizações, incluindo repetições, que geraram centenas de milhares de interações, desde comentários a partilhas e reações.

Entre os casos de desinformação identificados, 17 publicações foram destacadas, sendo que André Ventura, líder do Chega, é responsável por 82,4% delas. O restante distribui-se por pré-candidatos não aceites pelo Tribunal Constitucional e por André Pestana (5,9%).

Em termos de formatos, o vídeo dominou com 70,6%, enquanto imagens representam 29,4%. Os conteúdos analisados incluem manipulação de informação, contextos falsos, descredibilização dos media e divulgação de sondagens controversas.

Com a primeira volta já concluída, a segunda volta das presidenciais está marcada para 8 de fevereiro, com António José Seguro e André Ventura a disputarem a presidência.

O estudo reforça o alerta: a desinformação continua a ganhar terreno, e a capacidade de identificar conteúdos falsos é cada vez mais essencial no panorama político digital.

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