A partir de amanhã, dia 2 de janeiro de 2026, fica disponível um cheque-livro de 30 euros, válido para uma única compra, em qualquer livraria aderente, destinado aos jovens nascidos entre 2007 e 2008, residentes em Portugal.
O novo cheque-livro pode ser utilizado pelos jovens residentes em Portugal nascidos em 2007 ou 2008 até ao dia 30 de junho de 2026, segundo a portaria que aprova o regulamento da segunda edição do programa, publicada no dia 24 de dezembro em Diário da República.
Governo quer promover hábitos de leitura
Segundo o diploma, “esta nova edição reforça o compromisso com a promoção dos hábitos de leitura entre os jovens, incentiva a escolha livre e autónoma de livros, promove a diversidade editorial e alarga o alcance da medida de forma a abranger um maior número de jovens, famílias e território”.
Mais do que isso, integra “aperfeiçoamentos decorrentes da avaliação da edição anterior, com o objetivo de melhorar a aplicação dos recursos públicos e de garantir uma resposta mais adequada às comunidades educativas e culturais”.
Conforme o mesmo regulamento, “a promoção dos hábitos de leitura junto das crianças e dos jovens assume particular relevância, uma vez que é nestas fases da vida que se formam disposições duradouras de interesse pelo conhecimento, pelo pensamento crítico e pela participação na vida cultural”.
Assim, “o contacto regular com os livros contribui para a formação de leitores autónomos e para a construção de percursos pessoais e profissionais mais informados e conscientes”.
Os e-books ficam em standby
No dia 17 de dezembro, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, anunciou que a nova edição do cheque-livro iria avançar ainda neste mês, relegando para mais tarde a extensão deste programa aos e-books.
Esta extensão foi proposta pelo Chega e aprovada pelo parlamento. Contudo, a redação “não é muito clara” quanto à sua exequibilidade.
A redação da proposta em causa não é muito clara – vou utilizar esta terminologia -, mas vamos aguardar a entrada em vigor do Orçamento para a estudar com mais detalhe.
Afirmou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, numa referência ao diploma que prevê que “na edição de 2026 do Programa Cheque-Livro” seja “criado um cheque e-book, nos mesmos termos do cheque-livro para livros físicos, no valor de 60 euros”.
Alterações face ao programa anterior
Para já, o cheque-livro avança, como estava previsto, de modo a que esta edição “possa decorrer com melhorias muito significativas em relação àquela que foi a primeira edição”, disse, na altura, a ministra, falando aos jornalistas no final da reunião do Conselho de Ministros.
Entre as alterações introduzidas por este executivo, estão o aumento do valor de cada cheque-livro de 20 para 30 euros e a possibilidade de o utilizar na compra de um livro de valor inferior, o que até ao momento não era possível.