A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) iniciou uma auditoria à adoção da inteligência artificial nas entidades e serviços do Serviço Nacional de Saúde.
Auditoria vai avaliar várias áreas do uso da inteligência artificial
De acordo com uma nota do IGAS, esta auditoria tem como objetivo contribuir para a implementação responsável da inteligência artificial no Serviço Nacional de Saúde. A auditoria irá avaliar as seguintes áreas:
- 1) Estratégia de inteligência artificial;
- 2) Fontes de financiamento para o uso de inteligência artificial;
- 3) Investimento em formação e capacitação dos profissionais de saúde;
- 4) Política de gestão de dados utilizados pela inteligência artificial;
- 5) Segurança da informação e robustez dos sistemas de inteligência artificial;
- 6) Impacto da inteligência artificial;
- 7) Respeito pelos direitos fundamentais dos utentes.
Carlos Cortes, bastonário da Ordem dos Médicos avisou recentemente que a inteligência artificial não pode substituir um médico. “É fundamental afirmar que a IA não é, nem pode ser, um substituto do julgamento clínico, da experiência médica nem do contacto humano. O diagnóstico é parte essencial do ato médico, que envolve não apenas dados objetivos, mas também interpretação contextual, escuta ativa e empatia”.
O bastonário acrescentou ainda que a IA deve ser encarada como uma ferramenta de apoio à decisão clínica e não como agente autónomo de diagnóstico. Carlos Cortes diz faltarem “evidência científica robusta, mecanismos de validação rigorosos e, sobretudo, transparência algorítmica que permita aos médicos compreender e confiar nas decisões sugeridas”.