A IA é já algo do nosso quotidiano e em Portugal está cada vez mais a ser usada. Esta é uma ajuda essencial em muitos contextos e isso está cada vez mais visível. Os dados mais recentes confirmam isso e revelam que Portugal no topo do uso de IA e portugueses estão rendidos à tecnologia.
A IA generativa está a consolidar-se como uma ferramenta indispensável no quotidiano europeu, e Portugal surge numa posição de destaque. Segundo os dados mais recentes do Eurostat, o nosso país apresenta uma taxa de adoção superior à média da União Europeia. Isso revela que os portugueses estão entre os que mais utilizam estas ferramentas para fins pessoais, profissionais e educativos.
Portugal supera média europeia na IA generativa
Os números revelados não deixam margem para dúvidas. Cerca de dois em cada cinco portugueses (quase 40%) com idades entre os 16 e os 74 anos já usam ferramentas de IA. Este valor coloca Portugal acima da média europeia, que se fixa nos 32,7%. A tendência de crescimento é evidente, impulsionada pela facilidade de acesso a modelos como o ChatGPT ou o Gemini, que permitem automatizar tarefas e ter respostas rápidas.
Portugal destaca-se particularmente na utilização de IA em contexto educativo, ocupando a sexta posição no ranking da União Europeia nesta categoria específica. O uso para fins pessoais lidera as motivações nacionais, com cerca de um terço da população a recorrer a estas soluções para organizar o dia a dia ou criar conteúdos.
Em termos de ranking global europeu, Portugal situa-se na 14.ª posição entre os 27 Estados-membros, à frente de economias como Itália ou Espanha. As conclusões do Eurostat são claras: “A utilização de ferramentas de IA generativa é sobretudo feita para fins pessoais, abrangendo 25,1% dos utilizadores europeus”.
IA na educação é o foco principal dos portugueses
Em Portugal, este entusiasmo é ainda mais vincado. “Os números refletem uma integração progressiva da inteligência artificial generativa em diferentes dimensões da vida quotidiana”, refere o relatório. No entanto, o cenário muda quando o foco passa para o setor empresarial, onde a adoção nacional ainda enfrenta resistência, contrastando com o dinamismo demonstrado pela população individualmente.
No topo da lista estão países como a Dinamarca (48,4%), Estónia (46,6%) e Malta (46,5%). Fora da União Europeia, a Noruega assume a liderança com 56,3% da população a declarar o uso frequente da IA. Apesar das preocupações crescentes com a segurança e a veracidade, a tendência em território nacional parece ser de consolidação, com a Geração Z a liderar, mas com uma adesão crescente por faixas etárias mais elevadas.