A Ucrânia lançou a “Operação Teia de Aranha”, uma ofensiva sem precedentes contra bases aéreas estratégicas russas, incluindo instalações na Sibéria. Para esta operação foram usados drones FPV (First-Person View) de longo alcance.
De acordo com as informações, os drones FPV foram escondidos em camiões camuflados. A Ucrânia atacou simultaneamente cinco bases aéreas: Belaya (Sibéria), Olenya (Murmansk), Dyagilevo (Ryazan), Ivanovo e Voskresensk. Segundo o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), mais de 40 aeronaves foram destruídas, incluindo bombardeiros estratégicos Tu-95 e Tu-22M3, bem como um avião de alerta antecipado A-50.
Esta operação, que levou 18 meses a ser planeada e foi supervisionada pelo presidente Volodymyr Zelensky, fica marcada por ser a primeira vez que a Ucrânia atingiu alvos no território russo. Os drones foram transportados clandestinamente para dentro da Rússia e lançados a partir de camiões disfarçados de “cabanas móveis”, permitindo-lhes evitar as defesas aéreas russas.
Ukrainian SBU security service sources tell @FT the agency is conducting “a large-scale special operation to destroy enemy bomber aircraft” deep inside Russia.
“SBU drones are targeting aircraft that bomb Ukrainian cities every night. At this point, more than 40 aircraft have… pic.twitter.com/a3YwQB8ZC5
— Christopher Miller (@ChristopherJM) June 1, 2025
O ataque causou danos estimados em mais de 2 mil milhões de euros, sendo um golpe significativo à capacidade de ataque de longo alcance da Rússia. Imagens de satélite e vídeos divulgados mostram incêndios e destruição nas bases atingidas. O Kremlin confirmou os ataques, mas minimizou os danos, enquanto analistas russos compararam a ofensiva a um “Pearl Harbor russo”, apelando a uma resposta enérgica.