O conflito na Ucrânia, que já dura mais de quatro anos, volta a marcar um novo capítulo com a introdução de tecnologia militar avançada: robôs humanoides estão a ser testados no terreno.
Robôs humanoides são capazes de manusear armas ligeiras
Segundo a revista Time, a empresa norte‑americana de tecnologia de defesa Foundation enviou recentemente para a Ucrânia dois robôs humanoides desenvolvidos para uso militar.
Estes equipamentos, com movimentos semelhantes aos dos humanos e equipados com múltiplas câmaras e sensores para interpretar o ambiente, foram concebidos para desempenhar missões de apoio em contexto de guerra.
Os robôs são capazes de manusear armas ligeiras, como pistolas e espingardas, graças aos seus braços articulados e sistemas de inteligência artificial que lhes permitem interagir com o ambiente de forma autónoma ou semi‑controlada por operadores humanos.
Para Mike LeBlanc, cofundador da Foundation e veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, o uso de robôs em operações de combate responde a “um impulso moral”: reduzir a exposição de soldados humanos aos riscos das linhas da frente e diminuir a probabilidade de incidentes associados ao stress extremo do combate.
Os robôs estão, por agora, a ser avaliados em missões de reconhecimento e apoio logístico, num teatro de guerra altamente tecnológico onde o uso intensivo de veículos não tripulados já se tornou rotina — especialmente drones, que têm sido uma das ferramentas dominantes nas operações ucranianas e russas nos últimos anos.