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Notícias pagas online? Portugueses não aderem muito…

Ao longo dos últimos anos temos assistido à tentativa de monetização de notícias no mundo digital. Vários canais têm vindo a implementar mecanismos de pagamento para consumo de conteúdos.

No entanto, o pagamento por notícias online tarda “em ganhar dimensão no mercado nacional”. Conheça os mais recentes resultados de um estudo.


Apenas 12% pagam por notícias online…

Segundo um estudo, apenas 12% dos inquiridos pelo Reuters Digital News Report afirmam terem pago para aceder a conteúdos noticiosos digitais em Portugal. O estudo baseou-se em dados recolhidos entre 14 de janeiro e 10 de fevereiro, antes da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Neste segmento de negócio, “a forma de pagamento mais frequente é a subscrição de um serviço noticioso de forma contínua”, com 32,4%, “seguido do pagamento por notícias de forma indireta, através da subscrição de outro serviço (27%) e o acesso a notícias digitais através de um pacote que inclui notícias em papel”, como, por exemplo, códigos em jornais impressos.

“Os dados do inquérito indicam que o título mais subscrito em formato digital pelos portugueses é o Expresso (28,8%), seguido do Público (22,9%), Correio da Manhã (21,2%) e Jornal de Notícias (17,8%)”, aponta o estudo.

O documento aponta ainda que a utilização de redes sociais aumentou em todas as principais plataformas, exceto o Messenger (menos 3,2 pontos percentuais) e o Twitter (menos 5,2 pontos percentuais).

Quanto ao consumo de notícias nas redes sociais, aumentou em todas as plataformas menos no TikTok (-2,0 pontos percentuais) e no Twitter (-4,3 pontos percentuais).

O Facebook é utilizado, em geral, por três quartos dos portugueses que utilizam a Internet (75,9%) e para o consumo de notícias por cerca de metade (48,7%)”, seguindo-se, respetivamente, YouTube (67,7% uso geral e 24,5% para consumo de notícias) e WhatsApp (67% e 24,4%, respetivamente).

Entre 2021 e 2022, a plataforma que mais aumentou a utilização foi o Instagram (4,7 pontos percentuais dos 48,3% em 2021 para 53,0% em 2022, no uso geral, e 5,6 pontos percentuais dos 14,4 para os 20,0% no consumo de notícias). Relativamente ao Facebook, desde 2015 “perdeu quase 20 pontos percentuais (18,4 pp.) de consumo de notícias” em Portugal.

Os serviços que os portugueses normalmente pagam são o streaming de filmes e séries, com 21,5% dos portugueses que utilizam a Internet a subscrever pelo menos uma destas ofertas e 9,5% a subscrever duas”.

O Reuters Digital News Report 2022, 11.º relatório anual do Reuters Institut for the Study of Journalism, foi feito a partir de inquéritos a mais de 90 mil utilizadores da Internet em 46 países, incluindo Portugal.

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