Pplware

IRS Jovem ou devolução de propinas: como escolher o melhor apoio

A obrigatoriedade de optar entre o prémio salarial e o benefício do IRS Jovem coloca muitos trabalhadores perante um desafio financeiro relevante. Portanto, deixamos as diferenças entre estes incentivos para que possa tomar a decisão mais rentável para o seu percurso profissional e pessoal.


O dilema da exclusividade entre IRS Jovem e devolução de propinas

A valorização salarial, comummente designada por devolução de propinas, foi implementada com o intuito de recompensar financeiramente os jovens que concluem o ensino superior e permanecem no mercado de trabalho nacional. Este mecanismo prevê o pagamento de um montante anual durante um período idêntico à duração do ciclo de estudos terminado.

Contudo, as diretrizes governamentais estipulam agora uma barreira: a exclusividade. Os jovens até aos 35 anos são confrontados com a necessidade de selecionar apenas uma das modalidades. Ao optar pelo IRS Jovem – que oferece uma redução significativa na taxa de imposto sobre o rendimento -, o beneficiário abdica automaticamente do prémio salarial, e vice-versa.

Esta decisão exige uma análise cuidadosa dos valores brutos anuais auferidos.

Salário mínimo e licenciatura

Para os trabalhadores que recebem o Salário Mínimo Nacional, a análise é simplificada. Uma vez que este nível remuneratório se encontra isento de retenção de IRS, o mecanismo do IRS Jovem não produz qualquer efeito prático no rendimento líquido.

Nestas circunstâncias, a escolha deve recair invariavelmente sobre a devolução das propinas, garantindo assim a entrada de um capital extra que, de outra forma, seria inexistente.

Para quem detém uma licenciatura, o prémio salarial fixa-se nos 697 euros anuais. Com base nas projeções das tabelas de retenção na fonte para 2025, os dados sugerem que o ponto de equilíbrio se situa perto dos 1000 euros brutos mensais.

O impacto da decisão para detentores de mestrado

Quando o cenário envolve um mestrado, os valores em jogo aumentam consideravelmente, pois o prémio salarial sobe para os 1500 euros anuais. Este montante elevado faz com que o IRS Jovem só comece a ser verdadeiramente competitivo para salários mais altos.

De acordo com as simulações, o prémio salarial é preferível ao IRS Jovem nos seguintes casos:

Apenas a partir de um ordenado bruto de 2482 euros é que o IRS Jovem se torna a escolha logicamente superior em qualquer circunstância para um mestre. É fundamental reiterar que estas estimativas dependem da manutenção das políticas fiscais previstas, podendo sofrer ajustes consoante as atualizações legislativas futuras.

 

Leia também:

Exit mobile version