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IMT dá o dito pelo não dito: IRA não pode usar sirenes e luzes em viaturas de resgate

No passado dia 18 de outubro, a IRA (Intervenção e Resgate Animal) recebeu autorização para utilizar sirenes e sinalizadores de luz durante as suas operações de resgate. Agora, o IMT dá o dito, pelo não dito.


Concessão da autorização

O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) concedeu à Núcleo de Intervenção e Resgate Animal (IRA) uma autorização para instalar e utilizar avisadores sonoros e luminosos de cor azul em veículos da associação, com vista à circulação em “marcha de urgência”.

Segundo a própria ONG, a autorização teria sido aplicada a três viaturas desde 18 de setembro. No entanto, não foi divulgado publicamente o despacho ou documento formal do IMT que fixasse os termos exatos dessa autorização.

A IRA comunicou nas redes sociais que tinha sido reconhecida como “entidade de proteção e socorro com veículos prioritários”.

Revogação da autorização

Na segunda‐feira, o IMT anunciou que revogou a autorização concedida ao IRA. A decisão foi tomada pelo Conselho Diretivo do IMT, após reanálise do processo de autorização, que teve como motivação declarações de entidades do sistema de proteção civil e dúvidas suscitadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Entre os elementos que levaram à revogação está o facto de a viatura da IRA ostentar o símbolo da ANEPC sem autorização para esse efeito e o risco de confusão pública sobre se a IRA atuaria com status de agente de proteção civil em missões urgentes.

O IMT refere ainda que o uso dos avisadores especiais não é considerado indispensável pelas entidades de proteção civil, uma vez que a coordenação e o comando das operações já garantem as condições de circulação adequada para veículos de socorro.

O IMT comunicou também que irá proceder à reanálise das autorizações concedidas a outras Organizações de Voluntariado de Proteção Civil (OVPC).

Impactos e questões em aberto

A revogação levanta várias questões:

A revogação da autorização pelo IMT evidencia as dificuldades em conciliar o papel das organizações de voluntariado, como o IRA, com os critérios legais e de segurança definidos para veículos em serviço urgente.

Sem a publicação do despacho original que concedeu a autorização, continuam a existir lacunas sobre os termos em que a medida foi inicialmente aprovada, reforçando a necessidade de maior transparência e clarificação sobre os critérios para o uso de avisadores especiais por OVPC.

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