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Em caso de catástrofe, deve ter um fundo de emergência. Entenda o que é e como criar o seu

Num momento em que Portugal enfrenta dias marcados por destruição e incerteza, reforça-se o aviso de que estar financeiramente preparado faz a diferença. Ter dinheiro reservado para emergências ajuda a garantir alimentação, abrigo e mais tranquilidade quando tudo à volta falha. Assim, entenda o que é um fundo de emergência e saiba como criar o seu!


Ter dinheiro reservado para emergências é uma forma concreta de proteção contra o inesperado, seja isso a perda repetina de emprego ou um desastre natural.

Essa reserva garante acesso imediato a necessidades básicas e evita decisões financeiras precipitadas num momento já frágil.

É neste contexto de precaução que entra o fundo de emergência. Embora não evite as crises, serve para assegurar a margem necessária para reagir com mais calma, preservar a estabilidade e ganhar tempo até que a situação normalize.

O que é um fundo de emergência?

Um fundo de emergência funciona como uma rede de segurança financeira, servindo para cobrir despesas inesperadas, sem comprometer o orçamento familiar, como problemas de saúde, perda repentina de rendimento, danos na habitação ou uma reparação mais dispendiosa do carro, sem recorrer a empréstimos ou cartões de crédito.

De facto, ainda que o hábito antigo de ter uma reserva de capital se tenha vindo a perder, devido à banalização do crédito, esta estratégia tem muitas vantagens.

O fundo de emergência age como proteção financeira, evitando que imprevistos desestabilizem a vida do agregado familiar.

Quanto deve ter o fundo de emergência?

Ainda que esta seja uma das principais dúvidas, a resposta cabe a cada agregado familiar. De facto, não existe um valor certo que se adeque a todas as pessoas, pois depende dos encargos de cada família.

Na hora de planear um fundo de emergência, o mais comum é procurar que o fundo cubra entre seis a 12 meses do valor total das despesas mensais essenciais.

Contudo, ainda que este seja o mínimo aconselhado, quanto mais conseguir ter no seu fundo de emergência, maior será a estabilidade financeira em casos de aperto.

Como criar um fundo de emergência?

O processo para criar um fundo de emergência é simples, mas exige regra. Considere os seguintes passos:

  1. Calcular os gastos (fixos e variáveis) que tem por mês e perceber o valor que precisa de colocar no fundo de emergência para seis a 12 meses de despesas;
  2. Ponderar fazer pequenos cortes nas despesas variáveis ou ajustes. Por exemplo, reavaliar um contrato de telecomunicações ou um crédito habitação;
  3. Definir o tempo necessário para construir o fundo de emergência, tendo em conta o valor que consegue colocar de parte todos os meses;
  4. Criar uma conta separada da corrente.

O fundo de emergência existe para proteger nos momentos críticos, por isso, só deve ser usado em situações inesperadas, preservando o seu objetivo de segurança financeira.

Depois de a construção do fundo de emergência estar a fluir, importa manter-se a par do valor que está a ser poupado, bem como assegurar a reposição do dinheiro que, eventualmente, for necessário usar.

De ressalvar que o fundo de emergência serve, conforme já vimos, para emergências, pelo que não é suposto mexer nesse “bolo” para impulsos, como comprar um smartphone novo porque o atual já não é o mais recente do mercado.

Proteja o seu futuro financeiro!

Assim, o fundo de emergência é mais do que uma poupança. Pode servir de pilar financeiro que permite enfrentar imprevistos sem comprometer o presente nem o futuro.

Ao construir esta reserva, ganha-se tranquilidade e capacidade de resposta perante qualquer crise.

Quanto mais cedo se começa, mesmo com pouco, melhor, pois a consistência transforma pequenos contributos numa proteção real.

 

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