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E se fosse a bracelete que carregasse o smartwatch?

Antes de pensarmos que os relógios inteligentes são inúteis, o que afinal, pelas vendas, não é verdade, vamos imaginar que no futuro terão uma utilidade vital. Sim, há empresas a trabalhar em dispositivos que anexados aos smartwatches poderão monitorizar os nossos sinais vitais e ajudar-nos a perceber como vai a nossa saúde.

Na base de toda esta tecnologia está a energia, sim, sempre a energia. Contudo, uma equipa de cientistas desenvolveram uma bracelete inteligente que consegue recolher energia biomecânica através dos movimentos do pulso. Vamos conhecer esta inovação.


Os smartwatch são equipamentos com grande utilidade, permitindo ter no pulso acesso a um conjunto alargado de informações que até então não era possível obter e podemos divagar pelas funcionalidades de efetuar chamadas, seguir rotas no GPS, escrever mensagens, ver o tempo, saber os batimentos cardíacos, entre muitas outras. Este produto não conquistou o mundo como no passado se previu, muito devido à autonomia que estes equipamentos possuem, sendo praticamente necessário o seu carregamento diário. Mas isso poderá ter os dias contados.

 

Energia biomecânica para alimentar o smartwatch

Uma equipa de cientistas da Universidade de Tecnologia de Chongqing e da Academia Chinesa de Engenheira Física (CAEP) em Sichuan desenvolveram uma bracelete inteligente que consegue recolher energia biomecânica através dos movimentos do pulso do seu portador, prometendo prolongar a duração do tempo útil da bateria ou, dependendo do dispositivo, permitir que deixe de ser necessário o seu carregamento.

A pulseira permite recolher a energia do movimento que pode ser usada para aumentar a autonomia dos sensores da atividade física, do próprio smartwatch e até de alguns dispositivos de monitorização de saúde.

Zhiyi Wu, Investigador

A “pulseira” funciona através da indução eletromagnética, onde a interação entre um campo magnético em movimento e um condutor elétrico gera uma tensão.

Existem dois ímanes móveis dentro do invólucro interno que rodam em torno da pulseira em resposta aos movimentos do pulso do utilizador. Quando esses ímanes se movem, geram uma tensão devido à indução eletromagnética.

Todo o mecanismo funciona de acordo com a Lei de Faraday. A quantidade de tensão gerada é proporcional à quantidade de vezes que os ímanes rodam em torno da bracelete. Assim, quanto mais rápido o movimento, maior a energia gerada pela bracelete.

Os testes mostraram que os ímanes podem mover-se com uma velocidade de rotação média entre 100 e 300 rotações por minuto, dependendo do tipo e intensidade dos movimentos do pulso.

A partir de uma única vibração do pulso, a pulseira consegue carregar num pequeno condensador de 1 volt numa pequena fração de segundo e gerar uma potência média superior a 1mW

A maior vantagem desta bracelete é que ela pode transformar o movimento translacional de qualquer orientação num movimento rotativo, independentemente do posição inicial dos ímanes.

Zhiyi Wu, Investigador

Esta é sem duvida uma tecnologia que poderá facilmente ser implementada nos nossos smartwatches e que poderão fazer crescer o atual mercado dos Wearable.

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