A DIGI veio recentemente a público acusar o Metropolitano de Lisboa de estar a impedir a expansão da sua rede móvel dentro das estações do metro. Em causa está a recusa da entidade em autorizar a instalação de duas pequenas caixas por estação, cada uma com dimensões equivalentes a duas folhas A4.
DIGI sublinha que se trata de uma solução simples, discreta e de baixo consumo energético
Segundo a operadora, este equipamento seria suficiente para garantir cobertura móvel aos seus clientes no interior das estações e túneis, permitindo chamadas, mensagens e acesso à internet. A DIGI sublinha que se trata de uma solução simples, discreta e de baixo consumo energético, comparável ao gasto de uma lâmpada doméstica.
A empresa refere ainda que esta abordagem teria um caráter temporário, funcionando como uma solução intermédia até ser possível implementar uma infraestrutura mais robusta. No entanto, o Metro de Lisboa terá rejeitado o pedido, alegando que a tecnologia proposta não se enquadra nos sistemas atualmente autorizados.
De acordo com a DIGI, as negociações com o Metropolitano de Lisboa decorrem há mais de dois anos, sem que tenha sido alcançado um acordo. A operadora considera que esta posição acaba por prejudicar os utilizadores, que ficam sem acesso à rede móvel num dos principais meios de transporte da capital.
A situação contrasta com o que acontece noutras cidades, como o Metro do Porto, onde a DIGI conseguiu instalar a sua própria infraestrutura e oferecer cobertura aos passageiros.
Apesar das críticas, a operadora garante que pretende continuar a procurar uma solução através do diálogo, evitando recorrer a vias legais. Ao mesmo tempo, assegura que não prevê aumentos de preços em 2026, independentemente da falta de cobertura no Metro de Lisboa.
Este caso volta a levantar o debate sobre acesso a infraestruturas públicas, concorrência no setor das telecomunicações e o impacto direto destas decisões na experiência dos utilizadores.