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Como um relógio Garmin ajudou a condenar um assassino da máfia

Mark Fellows, cidadão britânico, foi recentemente condenado por dois homicídios no Reino Unido. A condenação foi cimentada pela prova pericial com recurso aos dados de navegação e localização GPS do seu relógio Garmin Forerunner. Informação que ajudou a condenar um assassino da máfia.

O condenado poder ser descrito como calculista, com traços de autismo e sem qualquer tipo de remorso. A sua alcunha “Iceman” dispensa qualquer outro comentário ou adjetivo, possuindo também antecedentes criminais.


Mark “Iceman” Fellows foi “traído” pelo seu Garmin Forerunner

Entretanto, o mesmo Mark Fellows é um pai de família com duas crianças. É, também, um ativo desportista, maratonista, ciclista e grande entusiasta de várias outras atividades relacionadas com o bem-estar físico.

A condenação foi proferida por um tribunal de Liverpool, tal como relata o LiverpoolEcho. De acordo com esta fonte foi dada como provada a sua culpa dolosa no assassínio de dois outros homens.

 

A guerra de gangues e um assassino dedicado ao fitness

As vítimas pertenceriam à cúpula do crime organizado em Liverpool, Paul “Mr. Big” Massey e o seu sócio, John Kinsella de 55 e 53 anos à data dos crimes. Os crimes ocorreram durante uma prolongada guerra entre gangues rivais.

De acordo com a fonte, Fellows vigiou ambas as vítimas antes de executar os crimes. Para tal, circundava várias vezes as residências, fazendo-o de carro ou com a sua bicicleta com o seu Garmin Forerunner no pulso.

Contudo, Fellows estava ciente que o sistema de navegação GPS do seu automóvel poderia ser um problema. Por conseguinte e de acordo com os detetives do caso, o criminoso estava a utilizar um sistema de bloqueio ou scrambler para que a sua localização e percurso não fosse registado.

 

Inibiu o GPS do automóvel, mas não o do relógio

Ainda assim, o assassino não contemplou a possibilidade de o seu relógio fitness poder fazer algo similar. Felizmente para as forças da autoridade, após uma análise e prova pericial do seu Garmin Forerunner foi encontrada a prova final.

No seu relógio constava o registo de percursos em torno da casa das vítimas que Fellows terá feito para estudar os seus hábitos e planear o crime. Esta foi uma das provas conclusivas, para além das filmagens feitas por um circuito fechado de TV.

 

O Garmin Forerunner foi o elo de ligação entre os crimes e Mark Fellows

Mais concretamente, cerca de dois meses antes da ocorrência do crime, Fellows circundou o bairro e a residência da vítima. O percurso durou cerca de 35 minutos, estando perfeitamente detalhado no seu Garmin Forerunner.

Em suma, este é um bom exemplo que hoje, com os acessórios que usamos, somos os primeiros a “permitir” que nos monitorizem os movimentos. Neste caso foi a localização GPS do relógio Garmin Forerunner.

Foi o seu relógio que o ligou a ambos os crimes. É também um alerta e consciencialização de que os nossos dispositivos móveis podem ser utilizados para múltiplos fins e por ambos os lados da Lei.

Conforme foi veiculado, a leitura da sentença ocorreu no passado dia 17 de janeiro de 2019. Mark Fellows passará o resto dos seus dias privado da liberdade no estabelecimento prisional da região.

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