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Portugal: São João testa capacete para operar à distância e pulseira para ler sinais vitais

Sabemos que a tecnologia e a robótica ser verdadeiramente revolucionárias em áreas tão nucleares como a medicina. Agora, em mais uma boa notícia para o Hospital São João, no Porto, será testado um capacete para operar à distância e uma pulseira para ler sinais vitais dos pacientes.


Responsável pelo projeto de transportar medicamentos, sangue e órgãos por via de drones, a 4LifeLAB tem em mãos dois outros projetos, no Hospital São João, no Porto.

O laboratório, que trata da inovação científica na unidade de saúde nortenha, está a desenvolver um capacete cirúrgico, especialmente desenhado para contextos pandémicos.

Capacete permitirá que médicos colaborem em vários pontos do país

O projeto começou a ser pensado, em 2019, aquando dos primeiros sinais de uma potencial pandemia. Por forma a impedir a contaminação em ambientes inseguros, além de ter várias aplicações na cirurgia moderna, o capacete permitirá realizar operações à distância com integração de robótica.

Segundo o Jornal de Notícias, será conduzida uma demonstração da tecnologia, amanhã, dia 25 de novembro, transmitindo, em tempo real, uma cirurgia robótica à coluna, com visualização 3D.

Os capacetes cirúrgicos com câmaras integradas irão permitir que a Unidade Local de Saúde (ULS) São João, no Porto, e a ULS Nordeste, em Macedo de Cavaleiros, colaborem, apesar de ficarem a 170 quilómetros de distância.

Segundo o diretor-executivo da empresa responsável, Francisco Serdoura, “conseguiremos transmitir uma cirurgia para outra unidade hospitalar, em direto, baseada numa rede 5G”.

Além de permitir telecomunicações, garante transmissão de vídeo e integração de sistemas de Realidade Aumentada.

Disse Francisco Serdoura, revelando que, em fase de “grande maturidade”, está outra aplicação do capacete: ter equipas capacitadas a dar apoio a colegas em vários pontos do país.

Desta forma, sem deslocações ou custos extra, um cirurgião poderá trabalhar à distância.

Pulseira de monitorização poderá libertar quartos e profissionais de saúde

Muito perto de ser uma realidade no dia a dia está, também, uma pulseira de monitorização de pacientes.

Baseando-se numa tecnologia semelhante a dos smartwatches, a nova pulseira consegue ler os sinais vitais dos pacientes, permitindo acompanhá-los à distância.

O objetivo deste gadget passa por libertar enfermeiros e simplificar alguns procedimentos, logo que haja pulseiras suficientes e uma testagem capaz de dar garantias, conforme citado pelo mesmo jornal.

Estamos a avaliar como é que os sensores podem ser usados na monitorização dos pacientes. Posteriormente, podemos libertar quartos hospitalares, profissionais, e automatizar alguns processo de recolha de dados básicos.

Citando Francisco Serdoura, “basicamente, esta é uma pequena unidade de dados intensivos no pulso”.

Para já, a empresa está a reunir informação, por forma a perceber quão fiável pode ser a tecnologia: “Queremos perceber como funciona com pacientes em diferentes circunstâncias”, disse o diretor-executivo do laboratório de inovação médica, partilhando que a tecnologia já foi testada na unidade de cuidados intensivos do São João, “com bons resultados”, sendo a etapa atual para validação em contexto de internamento.

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