A NVIDIA está a preparar o regresso ao mercado dos computadores portáteis de consumo com máquinas equipadas com processadores desenvolvidos por si. Em cima da mesa estará um possível lançamento antes do final deste ano.
Apesar do crescimento sustentado desde a sua fundação, na década de 1990, foi a Inteligência Artificial (IA) que catapultou a NVIDIA para um lugar de absoluto destaque no panorama tecnológico atual.
Agora, a empresa parece estar a preparar o regresso ao mercado dos computadores portáteis de consumo com máquinas equipadas com processadores desenvolvidos por si, com um possível lançamento antes do final deste ano.
Cofundada e liderada por Jensen Huang, a empresa de hardware é a fornecedora essencial da infraestrutura que sustenta grande parte da revolução da IA. Contudo, aparentemente, não quer ficar-se por aí.
CPU + GPU + aceleração dedicada para IA
Inicialmente noticiado pelo The Wall Street Journal, e citado pelo Digital Trends, o desenvolvimento representa uma expansão significativa para a empresa, que atualmente domina os processadores gráficos e o hardware de centros de dados para IA.
Conforme noticiado, a NVIDIA está a desenvolver processadores system-on-a-chip baseados na arquitetura Arm, concebidos para portáteis.
Ao contrário do seu papel tradicional, que consiste em fornecer GPU dedicadas que funcionam em conjunto com CPU da Intel ou da AMD, estes novos chips combinam CPU, GPU e aceleração dedicada para IA numa única unidade.
Segundo o jornal, grandes fabricantes de computadores portáteis, como a Dell e a Lenovo, já estarão a trabalhar em modelos que integram os novos processadores da NVIDIA.
Computadores portáteis mais eficientes, com integração coesa do hardware
Com esta mudança estratégica, a NVIDIA procura criar portáteis mais leves e energeticamente eficientes, capazes de oferecer um forte desempenho em IA e uma autonomia de bateria competitiva.
Espera-se que estes sistemas concorram diretamente com os MacBook da Apple, que estabeleceram uma importante referência em desempenho eficiente graças ao Apple Silicon.
Ao introduzir processadores completos para portáteis, a NVIDIA, que se afastou dos computadores de consumo ao longo da última década, posiciona-se para competir diretamente com a Intel, a AMD e a Qualcomm, numa altura em que a computação impulsionada por IA se assume como padrão.
Para os consumidores, os portáteis equipados com tecnologia da NVIDIA poderão significar designs mais finos, maior autonomia e funcionalidades de IA mais bem integradas diretamente no Windows.
Embora as capacidades gráficas da NVIDIA tenham sido sempre um dos seus pontos fortes, a verdadeira vantagem poderá ser a integração coesa do hardware, semelhante ao que a Apple alcançou com a sua arquitetura de memória unificada.