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Hotéis poderão ser o primeiro emprego dos robôs humanoides. Veja este em ação!

Temos acompanhado a evolução dos robôs humanoides e conhecido máquinas cada vez mais hábeis. Se há empresas que as testam em cenários de fábrica, esta empresa chinesa fez sucesso ao mostrar o seu modelo num contexto de hotel. Para o seu diretor-executivo, aliás, os hotéis poderão ser o seu primeiro emprego.


Fundada por um visionário nascido no ano 2000, a Unix AI conquistou duas medalhas de ouro e uma de prata nas categorias de limpeza de hotéis e receção de hóspedes no evento internacional World Humanoid Robot Games, em agosto do ano passado.

Ambas as competições testaram os robôs em termos de generalização, destreza e velocidade. A tarefa de limpeza exigia recolher objetos espalhados num quarto o mais rapidamente possível; e a tarefa de receção consistia em pegar na mala de um hóspede e entregá-la num ponto designado.

Depois disso, não tardou até que as demonstrações da máquina da empresa atraíssem atenção, com a sua linha de apoio ao cliente a ficar “inundada”, segundo Yang Fengyu, fundador e diretor-executivo da empresa chinesa: “Só na segunda semana, mais de dez clientes do setor hoteleiro visitaram as nossas instalações”.

Hotéis geram dados valiosos e permitem que o robô humanoide erre

Vencedora de três medalhas, o forte desempenho da Unix AI refletiu a sua experiência acumulada. Afinal, os seus robôs já estavam implementados em cenários de limpeza “quase de consumo”, sobretudo em hotéis, onde aprendiam no terreno enquanto recolhiam dados.

A limpeza de hotéis é o que consideramos uma competência “quase de consumo”. Depois de os robôs dominarem a limpeza, organização e recolha de lixo em hotéis, essas ações básicas podem ser transferidas para casas, restaurantes ou lares.

Explicou o fundador da empresa, que estudou ciência da computação na Universidade de Michigan e iniciou posteriormente um doutoramento na mesma área na Universidade de Yale, antes de interromper os estudos para fundar a Unix AI.

Durante uma conversa com a 36Kr, Yang partilhou que os hotéis geram dados valiosos. Contrariamente aos ambientes industriais, que restringem o acesso por motivos de confidencialidade, os hotéis permitem que a empresa integre os dados de limpeza nos seus modelos.

Além disso, oferecem maior tolerância a erros, uma vez que os robôs trabalham frequentemente atrás de portas fechadas, com menor risco de interação humana.

Empresa chinesa inspira-se na Tesla

Inspirada na Tesla, a estratégia da Unix AI consiste em fornecer robôs enquanto recolhe dados, em processos que ocorrem em simultâneo. Numa abordagem que reduz o limiar de treino dos robôs, primeiro, a empresa implementa um número suficiente de robôs em cenários reais; depois, usa um ciclo de dados para ganhar escala.

A diversidade dos dados é mais importante do que o volume. Prefiro mil milhões de pontos de dados naturalmente distribuídos a um pequeno conjunto selecionado. A única forma de recolher dados naturais é através da implementação no mundo real, não em ambientes simulados.

Disse Yang Fengyu, cuja empresa é responsável pelo desenvolvimento de todo o hardware dos seus robôs.

Segundo o fundador da Unix AI, esta estratégia deve-se a três razões. Primeiro, os fornecedores são demasiado lentos, enquanto o desenvolvimento interno dá controlo. As soluções de fornecedores também criam “caixas negras”, o que dificulta o debugging.

Depois, eliminar intermediários reduz custos e, por fim, a consistência dos dados. Se o hardware não for desenvolvido internamente, os dados de diferentes gerações de robôs podem ser incompatíveis, tornando os modelos inúteis.

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