Sob o argumento de “igualdade de condições”, numa altura em que outros países desenvolvem as suas alternativas, Donald Trump ordenou ao Pentágono que retomasse os testes com armas nucleares.
Esta quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump ordenou ao Pentágono que retomasse os testes com armas nucleares.
Em declarações aos jornalistas, a bordo do Air Force One, após reunir com o Presidente chinês Xi Jinping, na Coreia do Sul, Trump explicou que a decisão “tinha que ver com outros”, citando os programas nucleares de nações rivais, sem especificar.
Parece que todos estão a fazer testes nucleares. Temos mais armas nucleares do que qualquer outro país. Não fazemos testes… Mas com outros a fazer testes, acho que é apropriado que também o façamos.
Disse, acrescentando que os detalhes sobre os testes planeados seriam anunciados posteriormente.
Apesar da alegação de Trump, estimativas da Arms Control Association, da International Campaign to Abolish Nuclear Weapons e da Federation of American Scientists, a Rússia possui o maior número de armas nucleares do mundo.
Estima-se que a Rússia terá 5459 armas nucleares em 2025, em comparação com 5177 dos Estados Unidos e 600 da China, segundo a Federação de Cientistas Americanos.
Donald Trump retoma testes de armas nucleares
Antes da sua reunião com Xi Jinping, Donald Trump escreveu, no Truth Social, segundo citado pela CNBC:
Devido aos programas de testes de outros países, instruí o Departamento de Guerra a iniciar os testes das nossas armas nucleares em igualdade de condições. Esse processo terá início imediatamente.
Recorde-se que o Departamento de Defesa foi renomeado para Departamento de Guerra a 5 de setembro, ao abrigo de um decreto executivo, apesar de o Congresso não ter aprovado a alteração.
Os Estados Unidos não realizam testes com armas nucleares desde 1992, quando o então Presidente George H.W. Bush impôs uma moratória unilateral aos testes. Em 1996, o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares foi assinado pelo Presidente da altura, Bill Clinton.