Pplware

Com a concorrência a pressionar, estará o iPhone a perder o seu brilho?

A resposta à questão do título é explorada por Mark Gurman, o conhecido analista da Bloomberg. Na sua mais recente newsletter, o especialista explica que a abordagem das atualizações progressivas da Apple para o iPhone dá espaço à Huawei, à Xiaomi e às empresas emergentes de Inteligência Artificial (IA) para roubarem as atenções.


Na sua mais recente newsletter para a Bloomberg, por via da qual partilha novidades e opiniões, o analista da Apple Mark Gurman defende que a abordagem da empresa de Cupertino para atualizações progressivas nos seus dispositivos pode não ser a ideal, à medida que prepara um “ano monumental para novos dispositivos em 2027”.

O analista observa que as vendas do iPhone já caíram abaixo do máximo de 2023 e, conforme informámos, as vendas globais do Apple Watch têm registado um declínio acentuado há dois anos consecutivos. Ainda que estes números possam superar a concorrência, confirmam que a Apple precisa de mais do que tem feito para continuar a crescer, não estagnando.

Conforme recordado, desde o iPhone X, em 2017, a Apple tem preferido entregar versões pequenas e cautelosas, em vez de redesenhos totais.

De facto, os consumidores esperam pelos dispositivos durante mais tempo e as novidades mais significativas – como a Apple Intelligence, por exemplo – tendem a chegar tarde ou a um número limitado de regiões, cortando-se-lhes o impacto.

 

Apple arrisca-se a ficar para trás?

Exemplificando a concorrência mais feroz, Mark Gurman refere a China, onde os produtos dobráveis estão a crescer quase três vezes mais depressa do que o mercado mais vasto dos smartphones, o que dá à Huawei, à Xiaomi e à Honor, por exemplo, vantagens relativamente à Apple.

Enquanto essas empresas apresentam avanços no aspeto dobrável, o iPhone 16 da Apple surge muito semelhante aos seus antecessores.

Além disso, segundo Mark Gurman, as pesquisas no Google em dispositivos Apple caíram, à medida que os utilizadores se voltaram para chatbots como o ChatGPT e o Perplexity.

Esta mudança põe em risco os cerca de 20 mil milhões de dólares de royalties de pesquisa e sublinha a rapidez com que uma nova interface pode derrubar os operadores históricos.

A conclusão de Mark Gurman é clara e exige inovação por parte da Apple. Se a empresa continuar em passo lento, poderá ver rivais mais rápidos a aproveitarem o entusiasmo dos utilizadores por outro tipo de propostas.

 

Leia também:

Exit mobile version